João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Adutora do Seridó avança no RN e Governo prevê entrega completa apenas em 2027
24 de maio de 2026 / 18:19
Foto: Divulgação

A conclusão da Adutora do Seridó, considerada uma das principais obras de segurança hídrica do interior potiguar, deverá ocorrer somente em 2027, segundo previsão do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Antes disso, porém, o chamado Trecho Norte deve começar a operar ainda no segundo semestre deste ano, garantindo abastecimento inicial para municípios estratégicos do Seridó, como:

  • Currais Novos;
  • Acari;
  • Cruzeta.

Os prazos foram confirmados pelo ministro Waldez Góes durante agenda no Nordeste voltada ao acompanhamento das obras do programa “Caminho das Águas”, que inclui intervenções no Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.

Com investimento estimado em R$ 326,5 milhões, a obra foi iniciada em 2022 e atualmente apresenta cerca de 51% de execução física.

Obra busca enfrentar insegurança hídrica histórica no Seridó

O sistema da Adutora do Seridó terá aproximadamente 330 quilômetros de extensão, incluindo:

  • adutoras;
  • estações elevatórias;
  • estruturas de tratamento de água.

A captação ocorre na Barragem de Oiticica e segue por municípios como Florânia e São Vicente até chegar a Currais Novos, onde haverá integração com sistemas já existentes que também atendem Acari e Cruzeta.

Segundo o superintendente da Codevasf no Rio Grande do Norte, Leon Aguiar, o objetivo da obra é mudar estruturalmente o cenário hídrico da região.

“Com tudo pronto, no próximo ano, teremos o fim da falta de água na região, já que toda uma estrutura foi pensada para acabar com esse cenário”, afirmou.

A engenharia hídrica da obra é vista como estratégica para reduzir os impactos das estiagens históricas registradas no Seridó, especialmente entre outubro e dezembro.

Trechos seguem sem licitação e cronograma foi readequado

Apesar do avanço, parte importante do projeto ainda enfrenta desafios técnicos e financeiros.

O trecho conhecido como 3N, responsável por atender cidades da Serra de Santana, como:

  • Lagoa Nova;
  • Cerro Corá;
  • Bodó;

ainda não foi licitado.

Segundo a Codevasf, o segmento depende de novos recursos federais e deverá entrar em futuras etapas do Novo PAC, juntamente com o chamado Trecho Sul, que atenderá municípios da região de Caicó.

A previsão é que os testes operacionais do Trecho Norte comecem em agosto, abrangendo toda a linha de captação e bombeamento da água.

O cronograma original previa entrega em março deste ano, mas a obra sofreu readequações após problemas de deflação contratual identificados durante a execução.

Enquanto isso, o cenário hídrico no Seridó segue em alerta.

De acordo com o Igarn, dez reservatórios do estado permanecem em situação crítica, com menos de 10% da capacidade.

Entre os casos mais preocupantes estão:

  • Açude Itans, em Caicó: 0,74%
  • Passagem das Traíras, em São José do Seridó: 0,14%

A chegada definitiva das águas da transposição é vista como um divisor estratégico para a estabilidade hídrica do interior potiguar.

Para acompanhar mais notícias sobre infraestrutura, recursos hídricos e desenvolvimento regional, acesse a editoria de Cotidiano do Nordeste Online.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.