
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em colaboração com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou no dia 3 o programa “Floresta e Comunidades: Amazônia viva”, que contará com R$ 80 milhões provenientes do Fundo Amazônia. Este fundo é uma das principais fontes de financiamento para projetos que promovem a gestão ambiental em áreas protegidas da região amazônica. A iniciativa destinará esses recursos para fortalecer os sistemas socioprodutivos das comunidades que dependem da agricultura familiar na Amazônia. O investimento será dividido em quatro frentes principais: fomento produtivo, pesquisa científica e tecnológica, assistência técnica, além de gestão e comunicação. Ademais, o programa busca apoiar o desenvolvimento da infraestrutura e da logística necessárias para facilitar o escoamento da produção de alimentos das comunidades locais.
Segundo Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, o programa é uma ferramenta essencial para estimular a produção e comercialização de alimentos genuínos, ressaltando que a maior parte dos empregos gerados pelo Fundo Amazônia está vinculada à segurança alimentar. Este apoio financeiro tem impacto direto na sustentabilidade dessas comunidades e no fortalecimento da agricultura familiar, que é uma importante base econômica e social da região.
A distribuição dos recursos foi planejada para atender prioritariamente os estados do Amazonas e Mato Grosso, que receberão R$ 15 milhões cada, e o Pará, com um aporte de R$ 14 milhões. Os demais estados da Amazônia Legal, como Acre, Amapá, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins, terão a aplicação de R$ 6 milhões cada. Podem ser beneficiadas cooperativas e associações localizadas na Amazônia Legal que possuam pelo menos dois anos de atividade e que atendam pelo menos 15 famílias. As inscrições para participação no programa estão abertas no site da Conab, e o resultado dos beneficiados está previsto para ser divulgado em 26 de junho deste ano.
Este programa, ao integrar recursos do Fundo Amazônia para a agricultura familiar, representa uma estratégia vital para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades amazônicas, promovendo uma cadeia produtiva sustentável e fortalecendo a segurança alimentar regional.