
Um grupo de águas-vivas foi avistado por um homem enquanto ele praticava stand-up paddle no Rio Vaza-Barris, em Aracaju, na última quinta-feira (13). Denilson Matias, segurança aquático e morador da região, relatou ter visto as águas-vivas se movimentando lentamente ao redor de sua prancha. Por serem transparentes, esses animais raramente são visíveis na água, diferentemente das caravelas que apresentam uma bolsa púrpura ou avermelhada e flutuam na superfície.
O mês de fevereiro trouxe alerta, pois o Corpo de Bombeiros de Sergipe registrou 17 ataques de caravelas em Aracaju e no litoral sul do estado durante o carnaval deste ano. Especialistas em animais aquáticos explicam que tanto as caravelas quanto as águas-vivas conseguem manter sua toxicidade por até 24 horas fora da água. Seus tentáculos liberam toxinas por meio de células microscópicas que, ao entrarem em contato com a pele, causam dores intensas semelhantes a queimaduras.
Em caso de contato com águas-vivas ou caravelas, é recomendado lavar imediatamente a área afetada com água do mar, evitando água doce. Também é indicado aplicar vinagre na região para neutralizar a toxina. É fundamental não esfregar, não usar gelo e não urinar sobre o local atingido para evitar agravamento dos sintomas. Essas orientações são essenciais para minimizar os efeitos das toxinas desses animais perigosos encontrados nas águas do Rio Vaza-Barris.