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Alta do petróleo pressiona dólar e movimenta mercado financeiro brasileiro
30 de março de 2026 / 20:13
Foto: Divulgação

O dólar fechou esta segunda-feira (30) cotado a R$ 5,2477, apresentando alta de 0,12%. O Ibovespa, índice principal da bolsa brasileira, registrou avanço de 0,53%, alcançando 182.514 pontos. A alta dos preços do petróleo tem influenciado diretamente o mercado financeiro e as expectativas econômicas no Brasil, especialmente no que diz respeito à inflação e à política de juros. O barril do petróleo Brent, referência global, ultrapassou a marca dos US$ 115, enquanto o WTI, referência americana, superou os US$ 104. Paralelamente, o governo federal busca um acordo com os estados para implementar uma subvenção à importação de diesel, mas a reunião realizada na última sexta-feira não resultou em consenso.

Com o contínuo aumento do petróleo no mercado internacional, o Boletim Focus revelou que o mercado financeiro elevou a projeção para a inflação oficial do país neste ano. A estimativa do IPCA subiu para 4,31%, contra 4,17% na semana anterior, marcando o terceiro aumento consecutivo. Esse cenário reforça a expectativa de que o Banco Central possa reduzir os juros básicos em um ritmo mais lento durante os próximos meses.

No âmbito internacional, os índices de Wall Street registraram ganhos após quedas acentuadas na sessão anterior. O Dow Jones avançou 0,48%, fechando em 45.382,83 pontos; o S&P 500 cresceu 0,32%, chegando a 6.389,31 pontos; e o Nasdaq teve alta de 0,19%, com 20.987,88 pontos. As principais bolsas europeias seguiram esse movimento positivo, encerrando com altas significativas após perdas da semana anterior. Londres viu seu FTSE 100 subir 1,61%, Frankfurt registrou avanço de 0,88% no DAX, Paris teve alta de 0,92% no CAC 40 e Milão fechou o dia com crescimento de 1,02% no FTSE MIB.

Entretanto, os mercados asiáticos apresentaram performances distintas. Enquanto o índice de Xangai teve leve alta de 0,2%, o CSI 300 recuou 0,2%. Hong Kong fechou com queda de 0,8%, e Tóquio registrou queda mais acentuada, de 2,8%, encerrando o Nikkei aos 51.885 pontos. Parte dessas perdas é atribuída à preocupação com o Estreito de Ormuz, rota marítima crucial por onde passa grande parte do petróleo mundial. Interrupturas nessa passagem podem afetar o abastecimento global de energia e pressionar ainda mais os preços.

Assim, a alta do petróleo permanece como um fator relevante para as dinâmicas do mercado financeiro brasileiro e para as expectativas econômicas nacionais, mostrando sua influência tanto no câmbio quanto na bolsa e nas projeções de inflação e juros para o país.

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