
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (15), a suspensão imediata da fabricação, venda e uso de itens de limpeza da marca Ypê. A medida é voltada para produtos com lotes terminados em 1, incluindo detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes.
A decisão ocorreu após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes. Esse micro-organismo é considerado um contaminante de alto risco, capaz de causar infecções em consumidores que entrarem em contato com os produtos afetados.
Fiscalização aponta 76 irregularidades na fábrica
A suspensão é resultado de inspeções rigorosas feitas em parceria com vigilâncias sanitárias estaduais e municipais de São Paulo na unidade da Química Amparo. Durante as vistorias, as autoridades encontraram 76 irregularidades nos processos internos.
As principais falhas detectadas foram:
- Deficiências no sistema de garantia da qualidade;
- Falhas no controle de produção e de qualidade;
- Descumprimento das Boas Práticas de Fabricação.
Segundo os diretores da Anvisa, o problema não é um fato isolado. Evidências técnicas sugerem falhas recorrentes nos processos industriais da fabricante, que já havia recebido alertas sobre contaminações similares ainda em 2025.
O que fazer se você tem o produto em casa?
Se você possui produtos da marca Ypê guardados na despensa ou na área de serviço, siga estas orientações de segurança:
- Confira o número do lote: O código de identificação geralmente fica impresso próximo à data de validade ou no gargalo da embalagem. Se o número terminar com o algarismo 1, interrompa o uso na hora.
- Solicite a troca ou reembolso: A fabricante é obrigada a realizar a substituição do item ou a devolução do dinheiro.
- Entre em contato com o SAC: O atendimento ao consumidor da Ypê está centralizando as orientações para o ressarcimento dos clientes afetados.
Atualmente, as linhas de produção de líquidos da Química Amparo estão paralisadas. A Anvisa monitora a empresa, que deve apresentar um plano detalhado para garantir que os próximos lotes cheguem ao mercado sem riscos à saúde pública. Mais notícias em nossa editoria de Saúde: Saúde da Gente