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Arquidiocese da Paraíba destaca a liderança de papa Francisco com simplicidade e atenção aos pobres
21 de abril de 2025 / 12:39
Copyright Ruy Carvalho

O Papa Francisco faleceu aos 88 anos nesta segunda-feira, dia 21, após 12 anos à frente da Igreja Católica. A notícia foi confirmada pelo Vaticano, informando que o pontífice morreu às 2h35 pelo horário de Brasília (7h35 no horário local).

A Arquidiocese da Paraíba expressou seu pesar em um comunicado, agradecendo pela maneira como Francisco conduziu a Igreja. “Com o coração entristecido, mas cheio de gratidão, rendemos graças a Deus pela vida, missão e testemunho do Papa Francisco, que, com coragem evangélica e ternura pastoral, conduziu a Igreja por caminhos de misericórdia, simplicidade e cuidado com os pobres, a criação e os mais vulneráveis”, afirma a nota.

Dom Delson, Arcebispo Metropolitano da Paraíba, ressaltou a simplicidade de vida do Papa, que sempre buscou servir e amar aqueles que mais precisam. Uma missa em sufrágio pela alma do Papa será realizada às 19h na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves.

Trajetória e Legado de Francisco

Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, nasceu em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, Argentina, e foi o primeiro papa latino-americano da história. Ele também foi o primeiro pontífice da era moderna a assumir o papado após a renúncia de seu antecessor e o primeiro jesuíta a ocupar o cargo.

Francisco foi escolhido como o 266º papa da Igreja Católica em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave que elegeu seu predecessor, Bento XVI, mesmo contra sua própria vontade, conforme admitido por ele.

Durante seu papado, Francisco enfrentou diversos desafios, incluindo a crise de popularidade da Igreja e os escândalos de pedofilia que abalaram a instituição. Ele também teve que lidar com questões contemporâneas delicadas, como os direitos LGBTQIA+ e a igualdade de gênero.

Entre suas iniciativas, o Papa foi elogiado por permitir bênçãos para casais do mesmo sexo, promover mulheres a cargos mais altos no Vaticano e permitir sua participação nas votações do Sínodo dos Bispos. No entanto, ele foi criticado por não avançar mais na questão do sacerdócio feminino, mantendo a posição de que apenas homens podem ser ordenados, baseando-se na premissa de que Jesus escolheu apóstolos do sexo masculino.

Francisco se recuperava de uma pneumonia nos pulmões e estava internado há cerca de 40 dias antes de sua morte. Seu legado será lembrado pela ousadia profética, pelo chamado à conversão pastoral e pela promoção de uma Igreja sinodal e servidora.