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Ato pela democracia reúne manifestantes no Nordeste no dia 8 de janeiro
9 de janeiro de 2026 / 09:34
Foto: Divulgação

Na tarde de quinta-feira, 8 de janeiro, manifestantes se reuniram na Praça General Valadão, no centro de Aracaju, para um ato público em defesa da democracia e do Estado de Direito. A mobilização marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, ocorridos em 2023, episódio que ficou registrado como um dos momentos mais graves da história recente do país e que representou uma ameaça direta às instituições democráticas brasileiras.

O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em conjunto com outras frentes sindicais, movimentos sociais e organizações da sociedade civil. A manifestação reuniu estudantes, trabalhadores de diversas categorias, representantes de entidades populares, militantes de direitos humanos e lideranças políticas locais, que se concentraram no espaço simbólico para reafirmar o compromisso com a democracia, a legalidade e o respeito à Constituição.

Além da defesa das instituições democráticas, o evento também serviu como espaço para a manifestação de pautas sociais consideradas prioritárias pelos participantes. Entre os temas destacados estiveram o combate à violência contra a mulher, a luta pela reforma agrária e pelo direito à terra, a valorização da cultura popular, o fortalecimento das políticas públicas e a defesa dos direitos trabalhistas e sociais. As bandeiras levantadas refletiram a compreensão de que a democracia vai além do processo eleitoral, estando diretamente ligada à garantia de direitos, à justiça social e à inclusão.

Com um caráter político-cultural, a programação do ato contou com discursos de representantes de sindicatos, movimentos sociais e lideranças políticas, além de apresentações artísticas e intervenções culturais. As atividades buscaram não apenas rememorar os acontecimentos de 2023, mas também reforçar a importância da memória, da mobilização popular e da participação cidadã como instrumentos fundamentais para evitar retrocessos democráticos.

Em paralelo às manifestações realizadas em diversas cidades do país, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou que atualmente 179 pessoas envolvidas nos atos golpistas seguem presas, respondendo judicialmente por crimes contra a democracia e as instituições republicanas. A informação foi lembrada durante o ato como símbolo da responsabilização dos envolvidos e da atuação das instituições na preservação da ordem constitucional.

O evento realizado em Aracaju reforçou, assim, a importância da mobilização social permanente na defesa dos valores democráticos, destacando o papel da sociedade civil organizada na vigilância, na memória histórica e na construção de um país mais justo, plural e comprometido com os direitos fundamentais. Para os organizadores, lembrar o 8 de janeiro é também reafirmar que a democracia deve ser defendida diariamente, tanto nas ruas quanto nas instituições.

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