
O Consórcio Nordeste concluiu sua missão oficial à Índia com a assinatura de um acordo estratégico que beneficia diretamente a Bahia e, indiretamente, os demais estados da região. A Bahia firmou uma parceria para fabricar quatro medicamentos oncológicos de alta complexidade por meio da Bahiafarma, em colaboração com empresas indianas. Entre esses medicamentos destacam-se o Nivolumabe e o Pertuzumabe, ambos fundamentais no tratamento de câncer pelo SUS. Essa iniciativa envolve transferência de tecnologia junto às farmacêuticas Biocon e Dr. Reddy’s da Índia, além da brasileira Bionovis, fortalecendo a produção nacional e a autonomia da indústria farmacêutica no país.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participou da missão como representante dos estados nordestinos e ressaltou a importância da parceria para o desenvolvimento econômico local e atração de investimentos estrangeiros. Os demais estados do Nordeste devem aproveitar os resultados da missão por meio dos acordos firmados pelo governo federal, que abrangem áreas como minerais críticos, saúde, defesa, inteligência artificial e modernização logística.
Brasil e Índia também estabeleceram metas para aumentar significativamente o comércio bilateral, visando aumentar o fluxo atual de US$ 15 bilhões para US$ 30 bilhões nos próximos anos. Em paralelo, o Consórcio Nordeste promoveu uma rodada de negócios em Mumbai, envolvendo empresas do setor de fertilizantes, com interesse em expandir operações no Nordeste.
A missão demonstrou o compromisso da região em expandir mercados internacionais e atrair investimentos, especialmente aproveitando sua competitividade em setores como energias renováveis, alimentos e minerais estratégicos. Segundo o secretário-geral do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, esse protagonismo na cena internacional é fundamental para transformar as potencialidades do Nordeste em crescimento econômico e social sustentável. Assim, a parceria para fabricar medicamentos contra o câncer na Bahia é um marco que reforça o desenvolvimento tecnológico e a autonomia da indústria farmacêutica regional.