
A Bahia deu um passo significativo rumo à inovação tecnológica ao iniciar nesta segunda-feira, 27 de novembro, a construção do Plano Baiano de Inteligência Artificial. Essa iniciativa tem como objetivo estruturar o uso estratégico e inclusivo dessa tecnologia no estado, envolvendo a sociedade em um processo coletivo e colaborativo. O projeto é conduzido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), em parceria com o Comitê Gestor do Governo Digital.
Desde o começo, o processo enfatiza a escuta ativa, convocando diversos setores da sociedade para participar da elaboração do plano. Estão engajados nesse trabalho instituições de ciência e tecnologia, gestores públicos, representantes do setor produtivo e a sociedade civil como um todo. A programação se estende até o dia 30 de abril, com encontros temáticos que discutem diferentes áreas de interesse para o desenvolvimento do estado.
Os debates abrangem temas estratégicos essenciais, como educação, saúde, segurança pública, direitos humanos, inclusão, emprego, economia e pesquisa científica. Paralelamente, o plano considera pilares fundamentais para o seu sucesso, a exemplo da governança de dados, uso ético da inteligência artificial, sustentabilidade, infraestrutura tecnológica e desenvolvimento territorial. Assim, busca garantir uma abordagem abrangente e que reflita as múltiplas realidades presentes na Bahia.
Para participar das próximas etapas, interessados podem se inscrever por meio de formulário online, ampliando a representatividade e contribuindo para a formulação de um plano alinhado às necessidades locais. O secretário Marcius Gomes destaca a importância dessa iniciativa para o estado, que busca harmonizar as diretrizes estaduais com as nacionais, respeitando as particularidades da Bahia. O plano também se articula com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, fortalecendo a integração das políticas públicas.
Com essa ação, a Bahia se posiciona em destaque na região Nordeste no que diz respeito à inovação e tecnologia. O plano pretende gerar novas oportunidades econômicas, diminuir desigualdades, fortalecer a pesquisa científica e impulsionar o desenvolvimento regional. Especialistas reforçam que esse é um momento estratégico, em que o avanço da inteligência artificial demanda atenção especial a aspectos como ética, regulação e soberania tecnológica. Portanto, a construção do plano representa não apenas um avanço tecnológico, mas também um compromisso com o uso responsável da inovação em benefício da sociedade baiana.