
A balança comercial do Brasil apresentou um superávit de US$ 2,158 bilhões na segunda semana de março, conforme informações divulgadas em 16 de março pela Secretaria de Comércio Exterior, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Este saldo positivo foi obtido com exportações totais de US$ 7,484 bilhões e importações de US$ 5,326 bilhões durante o período analisado.
No acumulado do mês de março, o superávit comercial alcançou US$ 3,867 bilhões. Já no ano, até a segunda semana do mês, o valor positivo soma US$ 11,890 bilhões, superando o resultado registrado no mesmo período de 2025, que foi de US$ 9,606 bilhões.
Ao analisar o desempenho dos setores, as exportações até a segunda semana de março somaram US$ 14,705 bilhões, uma queda de 2,7% na comparação com o ano anterior. A agropecuária apresentou uma retração de 9,8%, contabilizando US$ 3,878 bilhões. Por outro lado, a indústria extrativa cresceu 19,2%, com US$ 3,384 bilhões exportados. Já a indústria de transformação registrou uma redução de 7,0%, totalizando US$ 7,348 bilhões.
Em relação às importações, houve uma queda de 1,9%, com o volume totalizando US$ 10,838 bilhões. No setor agropecuário, a diminuição foi expressiva, de 21,3%, somando US$ 238,7 milhões em importações. A indústria extrativa aumentou suas compras em 17,1%, somando US$ 581,7 milhões, enquanto a indústria de transformação sofreu uma redução de 2,2%, atingindo US$ 9,948 bilhões.
Para 2026, o governo federal projeta que o superávit da balança comercial brasileiro esteja entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. As exportações devem variar entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações estão estimadas entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Esse cenário indica uma expectativa positiva para o comércio exterior do país nos próximos meses.