
No início de 2026, os bancos privados Itaú e Santander realizaram reduções pontuais nas taxas de juros do financiamento imobiliário, mesmo com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, que continua sendo referência para as operações de crédito no Brasil. O Santander passou a oferecer juros a partir de 11,79% ao ano, acrescidos da Taxa Referencial (TR), apresentando uma queda em relação aos 11,99% registrados em novembro de 2025. Já o Itaú reduziu a taxa mínima de 11,70% para 11,60% ao ano, também acrescida da TR, com vigência desde dezembro do ano passado.
Essas alterações ocorreram em um contexto marcado por mudanças recentes na política habitacional da Caixa Econômica Federal, que estabeleceu um teto de juros de até 12% ao ano para financiamentos destinados à classe média. Outros bancos, no entanto, seguem oferecendo condições diferentes. Por exemplo, o Banco Inter divulga em seu site taxas a partir de 9,5% ao ano, indexadas ao IPCA. Dados do Banco Central de novembro de 2025 mostram que o Bradesco trabalha com taxas entre 11,70% e 12,73% ao ano em financiamentos pós-fixados vinculados à TR.
A Caixa Econômica Federal informou que não prevê novos ajustes nas suas taxas, mas permanece aplicando políticas de crédito diferenciadas, voltadas tanto para a classe média quanto para famílias de menor renda. Essas políticas incluem o aumento do percentual financiável e a elevação do valor máximo dos imóveis que podem ser financiados. Apesar das reduções anunciadas pelos bancos privados, as instituições financeiras não detalharam os motivos que levaram a esses ajustes nas taxas de juros do financiamento imobiliário. Contudo, especula-se que essas mudanças refletem uma tentativa de adaptação às condições do mercado e às políticas habitacionais vigentes.