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Blocos LGBTQIA+ reforçam diversidade no carnaval de Olinda e Recife
15 de fevereiro de 2026 / 19:16
Foto: Divulgação

O carnaval é muito mais do que festa e alegria; representa uma expressão cultural, política e popular, especialmente para a comunidade LGBTQIA+. Em Olinda e Recife, diversos blocos e troças LGBTQIA+ como Quem Cola Entra, Maracadonna, Tesourada, Se Eu Flopar Me Beija e Transcoco têm ocupado as ruas, valorizando a diversidade e o direito de expressão durante a folia. A presença da comunidade tem ganhado destaque nos últimos anos, com a criação de polos específicos que promovem a programação voltada para esse público, que segue até a Quarta-feira de Cinzas, no dia 18, em diferentes pontos da capital pernambucana.

A existência desses grupos é resultado da necessidade de criar espaços seguros e acolhedores. Aída Polimeri, coordenadora de comunicação do bloco Quem Cola Entra, explicou que a troça surgiu após uma das fundadoras sofrer violência em Olinda, o que motivou a união das mulheres com corpos dissidentes para apoio mútuo e protagonismo na festa. Além da proteção, Aída reforça a importância de garantir que mais blocos e troças LGBTQIA+ estejam presentes no carnaval, fortalecendo a identidade e visibilidade do grupo na festa popular.

O bloco Maracadonna, homenageando a cantora Madonna, figura icônica da comunidade, é um exemplo de como o carnaval pode unir lazer e política. Inicialmente sem uma bandeira explícita, o bloco se posicionou este ano como um espaço afirmativo LGBTQIA+, celebrando a liberdade e o direito de ser quem se é, além de ampliar a presença da comunidade para além da tradicional Rua 13 de maio, em Olinda. Essa expansão é fundamental para reafirmar a cada ano a importância da diversidade no evento.

De maneira semelhante, o Se Eu Flopar Me Beija nasceu como uma prévia casual e, com o tempo, se transformou em ponto de encontro LGBTQIA+ no carnaval, destacando a segurança e inclusão para todos os participantes. Desde 2016, o bloco se consolidou como uma alternativa acolhedora, na qual cada pessoa pode se expressar livremente durante a festa.

Ainda em Pernambuco, a resistência cultural continua com a criação do grupo de coco formado por pessoas transexuais em Igarassu, idealizado por Raphaela. O grupo combate transfobia, racismo e outras formas de discriminação através da música e ocupação dos espaços tradicionais. Em continuidade às celebrações, o evento Cinzas da Diversidade, realizado na Quarta-feira de Cinzas no bairro do Ibura, reúne apresentações de drag queens, shows e o concurso da Rainha da Diversidade, promovendo a cultura e reafirmando o protagonismo LGBTQIA+ dentro e fora do carnaval.

Essas iniciativas mostram como os blocos LGBTQIA+ reforçam a diversidade e contribuem para um carnaval mais inclusivo e representativo nas cidades de Olinda e Recife.

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