
A mediana das projeções divulgadas pelo Boletim Focus mostrou nova elevação na expectativa de inflação para 2026, configurando a quarta alta consecutiva. Segundo o Banco Central do Brasil, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,36%, acima dos 4,31% registrados na semana anterior e de 3,91% anotados há quatro semanas.
Além de 2026, os anos seguintes também apresentaram aumentos nas projeções de inflação. Para 2027, o IPCA foi estimado em 3,85%, enquanto para 2028 passou para 3,60%. Já a previsão para 2029 permaneceu inalterada, fixada em 3,50%.
Quanto ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a projeção para 2026 atingiu 3,73%, registrando sua quinta alta seguida. Para 2027, a expectativa ficou estável em 4,00%, com um pequeno recuo para 3,85% em 2028, enquanto 2029 manteve a projeção em 3,75%.
No âmbito dos preços administrados, as estimativas para 2026 se mantiveram em 4,27%. Já para 2027, houve leve aumento para 3,79%, e as projeções para 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,50%.
Em relação ao crescimento econômico, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,85%. A previsão para 2027 segue em 1,80%, com projeções de expansão de 2,00% para 2028 e 2029.
A cotação do dólar projetada para 2026 continuou em R$ 5,40, sem alterações recentes. Para 2027, estima-se R$ 5,45, e para os anos de 2028 e 2029, R$ 5,50.
Por fim, a projeção para a Taxa Selic ao final de 2026 ficou estável em 12,50% ao ano. Para 2027, calcula-se 10,50%, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas são de 10,00% e 9,75%, respectivamente.