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Brasil inicia implantação dos primeiros microrreatores nucleares para energia
22 de dezembro de 2025 / 21:56
Foto: Divulgação

O Brasil começou o processo para instalar os primeiros microrreatores nucleares no país, com o objetivo de gerar energia elétrica de forma contínua e sustentável, sem emissão de gases de efeito estufa. A construção da unidade crítica inédita acontecerá no Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), localizado no Rio de Janeiro, onde será abrigado o primeiro microrreator nuclear brasileiro. O projeto foi oficialmente iniciado em 15 de dezembro e reúne 13 parceiros institucionais, incluindo órgãos públicos, setor privado, instituições científicas e universidades.

O investimento total previsto é de R$ 50 milhões, dos quais R$ 30 milhões são financiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A coordenação da iniciativa fica a cargo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), uma autarquia vinculada ao MCTI, com apoio de entidades nacionais e internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

De acordo com estudos do MCTI, cerca de 68% dos municípios brasileiros apresentam potencial para receber energia gerada por microrreatores nucleares, com destaque para cidades com menos de 20 mil habitantes. Essa tecnologia também poderá suprir a demanda de data centers, plataformas offshore de petróleo, bases militares e diversos setores industriais. Pela sua característica compacta e transportável, os equipamentos poderão ser instalados em regiões de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas e áreas remotas.

A unidade crítica operará inicialmente em baixa potência, cerca de 100 watts, o que é suficiente para manter a reação nuclear em cadeia de maneira controlada. Após a conclusão do processo de licenciamento, a expectativa é de que o primeiro microrreator brasileiro esteja em operação até 2033.

Especialistas envolvidos afirmam que o projeto é fundamental para a transição energética e a descarbonização da matriz elétrica do país, além de fortalecer a autonomia tecnológica nacional na área nuclear, desde o domínio do ciclo do combustível até a operação dos sistemas.

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