João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Brasil perde espaço global por atraso em marco de cibersegurança, alerta assessor do GSI
24 de maio de 2026 / 16:15
Foto: Divulgação

O Brasil ainda enfrenta dificuldades para avançar na construção do seu Marco Legal de Segurança Digital, enquanto outras potências aceleram regulamentações estratégicas voltadas à inteligência artificial, proteção de dados e defesa cibernética.

O alerta foi feito pelo assessor especial do GSI, Marcelo Malagutti, durante o Painel Telebrasil 2026, realizado em Brasília, ao comentar discussões conduzidas no painel da ABR Telecom e posicionamentos defendidos pelo superintendente executivo da Anatel, Gustavo Borges.

Segundo Malagutti, o atraso regulatório brasileiro já começa a impactar a competitividade tecnológica e a capacidade estratégica do país diante da nova corrida global da segurança digital.

“IA e cibersegurança andam juntas. Será complexo esse alinhamento? Sim, será. Mas é preciso articular pelo melhor para o Brasil”, afirmou em entrevista à CDTV, do Portal Convergência Digital.

Computação quântica amplia pressão sobre segurança digital

Durante o debate, Marcelo Malagutti advertiu que a inteligência artificial não deve ser tratada como único vetor de risco dentro da nova engenharia da cibersegurança global.

Segundo ele, tecnologias emergentes como:

  • computação quântica;
  • computação de borda;
  • sistemas distribuídos de processamento;

também exigem atenção redobrada por parte dos gestores de segurança da informação.

A avaliação é que o avanço dessas tecnologias poderá alterar completamente os atuais mecanismos de proteção digital utilizados por governos, empresas e operadores de infraestrutura crítica.

Nos bastidores do setor, cresce a percepção de que o Brasil precisa acelerar políticas públicas voltadas para:

  • soberania tecnológica;
  • proteção de dados;
  • infraestrutura digital;
  • defesa cibernética nacional.

Especialistas alertam que países atrasados nessa corrida poderão ampliar dependência tecnológica internacional nos próximos anos.

Debate sobre regulação da IA gera tensão institucional

Outro ponto que provocou discussão no evento foi a possibilidade de a Autoridade Nacional de Proteção de Dados assumir a regulação da inteligência artificial no país.

Malagutti afirmou que a preocupação não está relacionada diretamente à atuação da ANPD, mas ao alcance estrutural da IA, que vai muito além da proteção de dados pessoais.

Segundo ele, a inteligência artificial envolve áreas estratégicas como:

  • segurança nacional;
  • defesa digital;
  • automação econômica;
  • infraestrutura crítica;
  • governança tecnológica.

A futura criação da Autoridade Nacional de Cibersegurança também deverá exigir forte articulação institucional entre órgãos reguladores, seja com uma agência dedicada ou através da própria Anatel.

A leitura predominante entre especialistas é clara:
o Brasil entrou definitivamente na era da disputa tecnológica global e precisará acelerar sua engenharia regulatória para não perder espaço estratégico no cenário internacional.

Para acompanhar mais notícias sobre tecnologia, inovação e transformação digital, acesse a editoria de Tecnologia do Nordeste Online.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.