
A balança comercial do Brasil finalizou janeiro de 2026 com um superávit de US$ 4,343 bilhões, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse resultado representa um crescimento de 85,8% em comparação ao saldo registrado no mesmo mês de 2025, refletindo uma retração mais intensa das importações em relação às exportações. Embora o valor tenha ficado um pouco abaixo da expectativa do mercado financeiro, que previa um superávit de US$ 4,9 bilhões, o desempenho foi avaliado como positivo, sobretudo em um cenário de desaceleração de alguns segmentos exportadores.
As exportações brasileiras totalizaram US$ 25,153 bilhões em janeiro, apresentando uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as importações recuaram 9,8%, somando US$ 20,810 bilhões, fator que contribuiu de forma decisiva para a ampliação do saldo positivo da balança. No setor exportador, apenas o agronegócio registrou crescimento, com alta de 2,1% puxada principalmente pelos bons resultados na venda de soja e milho. Em contrapartida, a indústria extrativa apresentou queda de 3,4%, impactada pela redução nos embarques de petróleo e minério de ferro. A indústria de transformação também teve uma redução de 0,5% nas exportações.
Ao analisar o comércio por destinos, os dados mostraram que os Estados Unidos perderam participação como parceiro comercial do Brasil, com as exportações ao mercado norte-americano caindo 25,5% em relação a janeiro de 2025. Como consequência, a fatia dos EUA no total das vendas externas caiu de 12,7% para 9,5%. Já a China ampliou sua presença, elevando sua participação de 21,7% para 25,7%, fortalecendo sua posição como principal destino das exportações brasileiras.
No que se refere às importações, houve queda na compra de bens intermediários e combustíveis, um movimento mais acentuado do que o aumento observado nas aquisições de bens de consumo e bens de capital. Esse quadro reforça a caracterização do superávit comercial no início de 2026, mostrando a importância do controle das importações para o resultado positivo da balança. Assim, o Brasil concluiu o primeiro mês do ano com um saldo comercial favorável, evidenciando tendências importantes no comércio exterior do país.