
O Brasil surge como o maior beneficiado pelas tarifas globais de 15% impostas sobre importações americanas, conforme anunciado por Donald Trump, segundo análise da plataforma de monitoramento Global Trade Alert. Essa iniciativa certamente impactará as exportações brasileiras em direção aos Estados Unidos.
Com a implementação dessa nova tarifa, a alíquota média dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos deve reduzir em 13,6%. Antes da decisão da Suprema Corte que declarou ilegal o tarifaço do presidente republicano, as tarifas médias sofriam uma incidência aproximada de 26,3% sobre as mercadorias brasileiras, enquanto a nova cobrança global reduz esse índice para 12,8%.
Além do Brasil, a China também é um dos países que deve sentir um impacto positivo, com uma redução de 7,1 pontos percentuais nas tarifas. Por outro lado, países como Reino Unido, União Europeia e Japão aparecem como os mais prejudicados pelas novas regras adotadas.
Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), a implementação das tarifas de Trump representa um saldo positivo para o Brasil. Ele destacou que a alíquota uniforme de 15%, aplicada globalmente, promove a competitividade brasileira.
Alckmin ressaltou que, mesmo com a tarifa de 15%, devido à sua aplicação igualitária para todos os países, o Brasil não perde competitividade. Ele exemplificou setores importantes como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves, que tiveram suas tarifas zeradas ou beneficiadas, demonstrando um efeito positivo dessas medidas. Além disso, ressaltou a expectativa para negociações futuras, especialmente com a visita do presidente Lula aos Estados Unidos prevista para março, buscando avançar em questões não tarifárias.