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Brasil tem vantagem estratégica com uso do etanol na energia
16 de março de 2026 / 15:13
Foto: Divulgação

A escalada das tensões no Oriente Médio tem impactado diretamente o preço do petróleo, evidenciando uma antiga lição da economia: energia está ligada diretamente à geopolítica. Conflitos em regiões produtoras ou em rotas essenciais para o petróleo refletem rapidamente no custo dos combustíveis e, consequentemente, na inflação global.

O Brasil conhece bem essa dinâmica. Toda vez que o preço do barril sobe, a gasolina e o diesel elevam os custos logísticos, de transporte e os preços dos alimentos. Assim, em um cenário internacional cada vez mais volátil, a dependência de combustíveis fósseis importados representa um risco econômico constante.

É neste ponto crítico que o Brasil apresenta uma vantagem rara: o etanol. Poucos países no mundo conseguiram criar, ao longo de décadas, um sistema produtivo capaz de oferecer um combustível renovável em escala, com uma infraestrutura consolidada, uma cadeia agrícola forte e tecnologia automotiva adaptada. O etanol brasileiro é mais do que um produto agrícola, é um ativo estratégico para a política energética nacional.

Expandir a participação do etanol na matriz energética permite reduzir a dependência da gasolina importada, fortalecer a balança comercial e aumentar a segurança energética do país. Em momentos de choques externos, como conflitos armados ou crises no mercado de petróleo, essa autonomia energética se torna ainda mais valiosa.

Além do aspecto econômico, há um componente ambiental fundamental. O mundo busca reduzir as emissões de carbono e adotar metas climáticas rigorosas. Dentro desse cenário, o etanol surge como uma solução disponível imediatamente, capaz de contribuir significativamente para a descarbonização do setor de transporte.

Ferramentas como os créditos de descarbonização, os CBIOs, podem oferecer estabilidade econômica para o setor e incentivar investimentos em inovação e expansão. Isso abrange desde melhorias na produtividade agrícola até o desenvolvimento de motores mais eficientes, que aproveitem melhor o potencial energético do etanol.

Se o Brasil conseguir alinhar políticas energéticas, ambientais e industriais, poderá transformar o etanol em um pilar central de sua estratégia nacional. Em um mundo marcado por guerras, oscilações no petróleo e disputas geopolíticas, poucos países dispõem da possibilidade de garantir sua própria segurança energética. O Brasil é um deles, e o etanol é uma das chaves para essa vantagem.

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