
A BYD atingiu sua meta de vendas para o ano de 2025, entregando 4,6 milhões de veículos, um crescimento de 7,7% em relação a 2024, conforme divulgado pela empresa chinesa. Com esse desempenho, a montadora pode ter ultrapassado a Tesla, liderada por Elon Musk, e se consolidado como a maior fabricante mundial de veículos elétricos em volume de negócios. Apesar do avanço, o ritmo foi mais moderado, pois a BYD revisou para baixo sua meta anual em 16%, mas ainda assim conseguiu manter sua liderança, principalmente em um cenário de desaceleração do mercado automotivo dentro da China.
O ano de 2026 apresenta desafios para a fabricante, devido à redução dos incentivos governamentais para a compra de veículos elétricos, maior concorrência nacional e barreiras comerciais externas. Em dezembro de 2025, as vendas da BYD caíram 18% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A concorrência se intensificou com empresas como Geely Automobile Holdings e Xiaomi lançando novos modelos com grande apelo tecnológico. O diretor-presidente Wang Chuanfu admitiu que a vantagem tecnológica da BYD diminuiu nos últimos anos, porém ressaltou que a empresa está desenvolvendo inovações apoiadas por uma equipe de cerca de 120 mil engenheiros.
Um aspecto positivo para a BYD tem sido o crescimento das vendas internacionais, que totalizaram 1,05 milhão de veículos em 2025. A empresa planeja aumentar essa cifra para entre 1,5 e 1,6 milhão de unidades em 2026, de acordo com relatório do Citigroup. Contudo, após dois trimestres consecutivos de queda significativa no lucro, a BYD enfrenta pressões decorrentes das medidas do governo chinês para conter práticas agressivas no setor, como descontos elevados. Apesar disso, especialistas acreditam que a BYD está melhor posicionada que muitos concorrentes e projetam vendas totais de até 5,3 milhões de veículos para o próximo ano.
Esse desempenho robusto da BYD pode ampliar a vantagem sobre a Tesla, que também enfrenta dificuldades. A montadora americana registrou uma queda nas vendas no início de 2025 devido à reconfiguração das fábricas para o novo Model Y, ao fim dos subsídios nos Estados Unidos e também a impactos negativos relacionados à imagem da marca associados às controvérsias políticas envolvendo Elon Musk.