
O BYD Dolphin passa por uma nova fase de evolução, com registros recentes de homologação na China que apontam mudanças significativas no hatch elétrico, sobretudo no conjunto mecânico e nos aspectos relacionados à segurança. Embora ainda não tenha ligação direta com o mercado brasileiro, essa atualização acontece em um momento estratégico, marcado pela crescente concorrência no segmento de elétricos compactos, principalmente pela ascensão do Geely EX2.
O visual divulgado no registro já circula no mercado chinês há cerca de um ano, sugerindo que se trata de um ajuste dentro do ciclo de vida do Dolphin, e não uma geração completamente nova. A principal novidade está no motor elétrico, com a introdução de uma opção intermediária.
Até o momento, o BYD Dolphin no Brasil conta com duas versões: a GS, com motor de 70 kW (95 cv), e a Plus, de 150 kW (204 cv). Isso deixava uma lacuna significativa entre os modelos, especialmente frente a concorrentes diretos como Geely EX2 (116 cv), Chevrolet Spark EUV (101 cv) e Ora 03 (171 cv). O novo registro confirma uma alternativa entre essas versões, com motor elétrico dianteiro de 100 kW, equivalente a 136 cv. A velocidade máxima permanece limitada a 160 km/h, e o conjunto continua associado às baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), desenvolvidas pela própria BYD.
Essa configuração intermediária promete um equilíbrio melhor entre desempenho e custo, garantindo retomadas mais eficientes e melhor aproveitamento em estrada, sem elevar o preço ao patamar da versão Plus. Isso é especialmente relevante para mercados sensíveis a preços, como o brasileiro.
Visualmente, o registro mostra mudanças discretas como faróis ligeiramente mais finos e para-choques renovados. O comprimento do veículo passa a ser de 4,28 metros, mantendo largura (1,77 m), altura (1,57 m) e entre-eixos (2,70 m) inalterados. A BYD parece padronizar a carroceria do Dolphin, com um balanço dianteiro maior, que antes era exclusividade das versões topo de linha. Essa alteração visa simplificar a produção e cumprir normas de segurança mais rigorosas sem alterar a arquitetura do modelo.
Outro destaque é a possibilidade de o Dolphin receber um sensor LiDAR no teto, incluído no pacote avançado de assistência à condução chamado “God’s Eye”. Essa tecnologia permitiria funções mais sofisticadas de condução assistida em rodovias e ambientes urbanos. Contudo, para o Brasil, essa tecnologia parece improvável no curto prazo devido ao custo elevado do sistema e às limitações da infraestrutura viária. A estratégia da BYD aqui é focada em volume, preços competitivos e nacionalização da produção.
Em relação ao interior, testes realizados no Brasil indicam possíveis novidades, como tela central maior e fixa, alinhada com a nova linguagem da marca, console central redesenhado com carregadores por indução e botões físicos mais refinados. Também há expectativa de que a suspensão traseira multilink, atualmente exclusiva da versão Plus, seja estendida à versão intermediária de 136 cv, aprimorando conforto e estabilidade.
Assim, o BYD Dolphin 2026 com motor intermediário de 136 cv e reforços na segurança traz novidades que podem impactar positivamente o mercado de carros elétricos compactos, oferecendo mais opções de desempenho aliadas a uma produção mais eficiente e foco em normas de segurança atualizadas.