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Casais que se conheceram no carnaval de Olinda transformam amor em união duradoura
13 de fevereiro de 2026 / 08:12
Foto: Divulgação

Em Olinda, o carnaval atrai mais de 4 milhões de pessoas em seis dias de festa, cenário perfeito para histórias de amor que ultrapassam o período da folia. Casais que se conheceram durante a celebração relatam como o que começou com flertes entre a multidão resultou em relacionamentos longos e sólidos.

Um exemplo é o casal formado pelos corretores de imóveis Flávio Ribeiro e Karla Roma, que se conheceram no carnaval de 2012. O primeiro beijo aconteceu próximo à sede do bloco Pitombeira dos Quatro Cantos, e logo depois começaram a construir uma vida juntos. “De repente, a gente conversando, brincando, foliando, aí vinha aquela morena tropicana descendo no meio. Olhei para ela, fiquei encantado, só existia ela ali naquele momento”, recorda Flávio. Já Karla acrescenta que a conexão foi mútua desde o início: “Eu bati o olho também, teve aquela conexão, achei ele bem interessante… No desenrolar da noite, a gente foi conversando mais, foi quando teve o primeiro beijo ali na Rua do Bonfim, que a gente se apaixonou”.

Mas o carnaval não só promove encontros como também reencontros. Na Rua Prudente de Morais, ponto tradicional da folia em Olinda, Fernanda Pereira, analista tributária, reencontrou seu ex-namorado Aldo Pereira durante o carnaval de 2016, mais de doze anos após o término da adolescência. “Corri para varanda para ver a bateria e, quando olhei, ele estava lá embaixo, no cordão de isolamento… O coração batendo igual à bateria”, relata Fernanda. Atualmente casados e pais de uma filha, Lua, eles comemoram dez carnavais em 2026.

Em 2025, Fernanda enfrentou um grave desafio ao ser diagnosticada com síndrome de Guillain-Barré. Segundo ela, o amor pelo carnaval e o apoio do marido foram fundamentais para sua recuperação. “Foram sete meses de recuperação, entre UTI e clínica de reabilitação, porque eu tive que voltar a falar, andar”, recorda. Aldo complementa que a música e o ritmo no processo de fisioterapia ajudaram bastante: “Toda fisioterapia dela foi com o tamborim dela, e isso ajudou muito. A energia positiva que ela recebia dos vídeos dos ensaios fez com que ela tivesse cada vez mais força para sair dessa situação”.

Essas histórias mostram como o carnaval de Olinda vai muito além da festa, sendo palco para o surgimento de amores que perduram até hoje e fortalecem laços para toda a vida. O carnaval pode, assim, ser muito mais do que apenas quatro dias de folia, tornando-se um espaço para conexões inesquecíveis e relações duradouras.

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