
Em 2025, a Paraíba registrou 7.723 casos prováveis de dengue, representando uma redução de 48% em comparação a 2024, quando foram notificados 14.789 casos. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) e abrangem o período de 4 de janeiro de 2025 a 3 de janeiro de 2026.
Além da dengue, o balanço da SES-PB também apontou para a ocorrência de 567 casos de chikungunya, 20 de zika e 651 de oropouche, totalizando 8.963 casos prováveis de arboviroses no estado. Em relação aos óbitos, nove mortes por dengue foram confirmadas, cinco delas em João Pessoa. Os municípios de Campina Grande, Solânea, Tavares e São Domingos do Cariri registraram uma morte cada. Além disso, duas mortes por chikungunya foram confirmadas, ocorridas em Campina Grande e Prata.
Carla Jaciara, técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB, ressaltou a importância da atenção aos sintomas e da busca por atendimento médico precoce para evitar complicações graves. Ela também reforçou o papel fundamental da população em eliminar focos de água parada regularmente para conter a proliferação do mosquito transmissor.
“É essencial que a população observe sinais de alerta, como febre, dor de cabeça, náuseas, manchas pelo corpo e, principalmente, dor abdominal, que é um indicativo importante. Ao perceber qualquer sintoma, é fundamental procurar atendimento de saúde para notificação correta e rápida do caso”, destacou.
Em 2024, a Paraíba registrou 14.789 casos prováveis de dengue, representando 89,11% do total de arboviroses no estado. Esse número foi um aumento de cerca de 100% em relação a 2023, quando foram notificados 7.208 casos. Os casos de chikungunya cresceram 18% no mesmo período, passando de 1.449 para 1.711, com cinco óbitos registrados em diferentes municípios.
Por outro lado, a doença causada pelo vírus zika teve redução de 18%, com os casos caindo de 118 para 97 entre 2023 e 2024, sem registros de óbitos até o momento.