
Desde o começo de fevereiro, Natal acumulou 140 milímetros de chuva, valor que ultrapassa a média histórica de 100 milímetros esperada para todo o mês, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A quantidade de chuva observada em apenas 11 dias já é superior à previsão mensal, o que tem causado diversos transtornos em diferentes regiões da cidade. Entre a noite de terça-feira (10) e a manhã de quarta-feira (11), os aparelhos automáticos responsáveis pela medição pluviométrica registraram volumes expressivos: 80,2 mm no Parque da Cidade, Zona Sul, e 93,6 mm no bairro Pajuçara, na Zona Norte da capital potiguar.
O forte acumulado provocou o transbordamento da lagoa de captação de água, o que resultou em alagamentos significativos em bairros como o Jardim Primavera, na Zona Norte. A Prefeitura de Natal contabilizou cerca de 160 famílias desabrigadas devido à inundação, que foram acolhidas por parentes. Até o meio da manhã de quarta-feira, 12 vias da cidade estavam alagadas, com três bloqueadas para circulação: Avenida Solange Nunes em frente à Unimetais, Rua Antônio Freire de Lemos no bairro Planalto e Avenida Integração próxima à BR-101.
A população enfrenta dificuldades no trânsito, e a Secretaria de Mobilidade alerta para os pontos críticos. A situação meteorológica segue preocupante, com quase todo o estado de Rio Grande do Norte sob alerta do Inmet. As previsões indicam a possibilidade de chuvas intensas, variando de 20 a 30 milímetros por hora, podendo alcançar até 50 milímetros em um único dia, além de ventos de até 60 km/h, o que deve se manter até pelo menos sexta-feira (13). Em meio a esses episódios, a infraestrutura da cidade é rigorosamente testada, e moradores acompanham preocupados o desenrolar da situação. O registro de mais de 180 raios em 24 horas também chama a atenção para o potencial risco de novos eventos climáticos severos na região.