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Cientistas brasileiras se destacam em vacinas e no combate ao aquecimento global
11 de fevereiro de 2026 / 18:44
Foto: Divulgação

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, é importante reconhecer o papel fundamental das cientistas brasileiras que têm se destacado em áreas desafiadoras e tradicionalmente pouco representadas por mulheres. De pesquisas sobre vacinas a estudos sobre o aquecimento global, essas cientistas têm desenvolvido trabalhos que salvam vidas e impulsionam o Brasil no cenário científico mundial, além de inspirarem futuras gerações de meninas na ciência.

Dentre essas mulheres, Márcia Cristina Bernardes Barbosa é uma referência na física e já foi contemplada com o prêmio L’Oréal-UNESCO para Mulheres na Ciência em 2013, além de ser diretora da Academia Brasileira de Ciências. Sua pesquisa sobre as anomalias da água é um marco importante. Já Sue Ann Clemens, professora de Saúde Global na Universidade de Oxford, liderou os testes da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 no país e desenvolveu o primeiro mestrado em vacinologia do mundo. Seu trabalho no setor de vacinas reforça a relevância das cientistas brasileiras nessa área.

Outro destaque é Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, que teve papel essencial no combate à Covid-19 no Brasil, além de atuar em projetos internacionais para doenças respiratórias. No campo da imunologia, Ester Sabino e a biomédica Jaqueline Goes foram responsáveis por sequenciar o genoma do vírus SARS-CoV-2, possibilitando avanços no controle da pandemia. Jaqueline Goes recebeu reconhecimento internacional, sendo considerada uma das Mulheres Mais Poderosas do Brasil pela Forbes.

A representatividade também é fortalecida por Sônia Guimarães, a primeira mulher negra doutora em física no Brasil, e por Fabiana Corsi Zuelli, que conquistou um prêmio global por sua pesquisa em transtornos psicóticos. Neuza Frazatti, do Instituto Butantan, liderou o desenvolvimento da vacina contra a dengue, conquistando registro definitivo da Anvisa em 2025. Duda Franklin, engenheira biomédica e CEO da startup Orby, inovou com uma tecnologia para reabilitação de pacientes com paralisias e dores crônicas, sendo reconhecida pela Forbes Under 30.

Por fim, Alicia Kowaltowski, especialista em bioquímica, recebeu o Prêmio Internacional L’Oréal-UNESCO para Mulheres na Ciência em 2024 pelo seu trabalho na biologia das mitocôndrias, fundamentais para a produção de energia celular. Essas cientistas brasileiras se destacam por sua determinação, expertise e impacto global, além de incentivarem mais mulheres a seguirem carreiras na ciência, um campo que precisa de diversidade para continuar inovando e superando desafios como o aquecimento global.

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