João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
publicidade
Companhias aéreas aumentam tarifas por alta do combustível na guerra no Oriente Médio
10 de março de 2026 / 18:51
Foto: Divulgação

Companhias aéreas internacionais estão elevando o preço das passagens em resposta ao aumento expressivo do custo do combustível de aviação, causado pela intensificação do conflito no Oriente Médio. Empresas como Qantas Airways, SAS e Air New Zealand anunciaram reajustes em suas tarifas na terça-feira (10), atribuídos à disparada do preço do petróleo decorrente da guerra e do bloqueio de rotas importantes para a exportação da commodity.

A Air New Zealand revelou que o valor do combustível, que costumava variar entre US$ 85 e US$ 90 por barril, passou a custar entre US$ 150 e US$ 200 após ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã. Diante da incerteza gerada pelo conflito, a companhia decidiu suspender suas projeções financeiras para 2026.

A SAS declarou ter implementado um “ajuste temporário de preços” para garantir a estabilidade operacional. A Air New Zealand detalhou aumentos nas tarifas econômicas de ida: 10 dólares neozelandeses em voos domésticos, 20 em rotas internacionais de curta distância e 90 em viagens longas.

Outras empresas também tomaram medidas semelhantes. A Hong Kong Airlines anunciou reajustes nas sobretaxas de combustível em até 35,2%, enquanto a Cathay Pacific acrescentou voos extras para cidades como Londres e Zurique para atender à demanda crescente e superar limitações de capacidade.

Por outro lado, algumas companhias como Lufthansa e Ryanair afirmam estar protegidas no curto prazo por contratos de hedge que ajudam a minimizar o impacto da alta do petróleo. Ainda assim, a Finnair alertou que, se o conflito se prolongar, não só os preços, mas também a disponibilidade de combustível poderão ser afetados.

Além do aumento do custo do querosene de aviação — que representa a segunda maior despesa do setor, superada apenas pela mão de obra —, as empresas enfrentam restrições no espaço aéreo. O fechamento ou limitação de rotas no Oriente Médio vem obrigando os aviões a realizar trajetos mais longos, elevando despesas e reduzindo a capacidade em determinadas rotas internacionais.

Esse cenário se soma às dificuldades resultantes da guerra na Ucrânia, que levou diversas companhias a evitarem o espaço aéreo russo, tornando as operações globais mais complexas devido à diminuição das rotas disponíveis.

Especialistas do setor indicam que, na hipótese de prolongamento do conflito, o aumento nos custos deverá pressionar ainda mais as tarifas aéreas e impactar a demanda por viagens internacionais.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.