João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
publicidade
Construção civil busca mediação para evitar demissões e flexibilizar pagamentos
25 de dezembro de 2025 / 09:01
Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira, 24, representantes de aproximadamente 150 empresas, entidades de classe e trabalhadores ligados à construção civil reuniram-se no Ministério do Trabalho e Emprego em João Pessoa. O objetivo principal foi solicitar a flexibilização dos prazos legais para o pagamento de verbas rescisórias, diante do risco iminente de demissões em massa no setor. Essa preocupação decorre da insegurança jurídica causada pela declaração de inconstitucionalidade da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), decisão que afeta diretamente a continuidade das obras e a validade dos alvarás.

O encontro contou com a participação de líderes sindicais, como Ozaes Mangueira, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Alexandre Juvert, vice-presidente de Habitação de Interesse Social do Sinduscon-JP, e Rômulo Soares, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da Paraíba (Creci-PB), além de vereadores locais e representantes do Ministério do Trabalho. Durante o debate, Ozaes destacou o esforço do setor para encontrar alternativas que evitem demissões. Ele explicou que a suspensão da emissão e a possível perda da validade dos alvarás colocam em risco milhares de empregos, e que a visita ao Ministério visa apresentar essa situação para buscar flexibilizações na legislação trabalhista, caso as demissões se acelerem.

Além da solicitação para prorrogação dos prazos para o pagamento das verbas rescisórias, as empresas pediram também a possibilidade de aplicar férias coletivas sem aviso prévio, como forma de preservar empregos enquanto a questão da LUOS aguarda definição judicial. Por sua vez, Paulo Marcelo de Lima, superintendente regional do Trabalho na Paraíba, afirmou que o órgão permanece aberto ao diálogo e disposto a participar das discussões, destacando a importância da cooperação entre empresários e trabalhadores para solucionar os desafios.

O vereador Marcos Henriques reforçou que a Câmara Municipal está empenhada em colaborar para superar o impasse e garantir segurança jurídica às construtoras, ressaltando o papel fundamental do setor na economia local e na geração de empregos. Também foi feita uma importante manifestação por parte do mestre de obras Severino da Silva, que alertou sobre o impacto social da paralisação das obras e salientou a ameaça de desemprego em massa, que afetaria não só os trabalhadores da construção civil, mas toda a cadeia produtiva relacionada.

Desde a promulgação da LUOS, cerca de 50 mil atos administrativos foram protocolados na Prefeitura de João Pessoa, relativos a alvarás, certidões e licenciamentos diversos. Com a declaração de inconstitucionalidade feita pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, esses documentos estão sob risco, ameaçando investimentos, a continuidade das obras e o desenvolvimento urbano da capital. A invalidade dos alvarás pode afetar obras em andamento e trazer insegurança para compradores e investidores, impactando diretamente empregos diretos e indiretos em vários segmentos.

A expectativa agora é que, com a mediação do Ministério do Trabalho e a participação do poder público, sejam encontradas soluções para minimizar os efeitos econômicos e sociais dessa crise que atinge a construção civil em João Pessoa.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.