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Consumo de açúcar e seus impactos na saúde mental segundo pesquisas recentes
20 de janeiro de 2026 / 10:44
Foto: Divulgação

Estudos recentes têm investigado a influência do consumo de açúcar na saúde mental, apontando que a quantidade ingerida pode impactar o funcionamento cerebral de diversas formas. Pesquisas observacionais, como as publicadas no The Journal of Nutrition, Health and Aging, indicam que o consumo moderado de açúcar pode trazer efeitos positivos para alguns grupos, enquanto o consumo excessivo está vinculado a prejuízos cognitivos e emocionais.

Dados do UK Biobank, que reúne informações de saúde de cerca de 500 mil britânicos, revelam que o açúcar pode ativar áreas do cérebro relacionadas à sensação de prazer e à diminuição da tensão. Os pesquisadores, entretanto, alertam para a necessidade de interpretar essas descobertas com cautela, pois se baseiam em estudos observacionais e relatos autorreferidos pelos participantes.

Especialistas afirmam que o cérebro utiliza a glicose como principal fonte de energia, o que explica a influência do açúcar no humor e no desempenho mental. Contudo, o consumo excessivo e frequente está associado ao aumento de processos inflamatórios e do estresse oxidativo, afetando a função neuronal e favorecendo o declínio cognitivo ao longo do tempo.

Além disso, pesquisas relacionam a ingestão elevada de açúcar a alterações na produção de neurotransmissores, como a dopamina, e a sintomas como irritabilidade, estresse crônico, lapsos de memória e dificuldades de concentração. Estudos também apontam uma conexão entre dietas ricas em açúcar e transtornos alimentares, incluindo episódios compulsivos.

Um aspecto explorado nas pesquisas é a influência do açúcar na microbiota intestinal. Dietas com alto teor de açúcares adicionados podem modificar o equilíbrio dos micro-organismos intestinais, o que está associado a alterações no humor e ao agravamento de transtornos mentais.

No Brasil, o consumo médio de açúcar frequentemente ultrapassa as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nutricionistas sugerem estratégias para reduzir essa ingestão, como diminuir gradualmente o açúcar em bebidas, priorizar alimentos naturais, evitar produtos ultraprocessados e ler atentamente os rótulos, especialmente após a implementação de novas normas para identificação de açúcares adicionados.

Os estudos reforçam a importância de compreender os diferentes tipos de açúcar — sacarose, frutose e lactose — e seus efeitos no organismo para fazer escolhas alimentares mais conscientes. A recomendação geral é optar por uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e outros alimentos que promovem a saúde física e mental.

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