
O hábito comum entre brasileiros de consumir café diariamente pode trazer benefícios consideráveis para a saúde quando realizado de forma moderada, conforme apontam estudos analisados pela Harvard School of Public Health. Essas pesquisas ressaltam que o consumo regular da bebida está associado à diminuição do risco de doenças como diabetes tipo 2, Parkinson e algumas enfermidades cardiovasculares. Os efeitos positivos do café vão além da cafeína, já que a bebida possui compostos bioativos e antioxidantes que colaboram para esses resultados favoráveis. Contudo, os especialistas alertam que o consumo excessivo pode desencadear efeitos adversos, incluindo ansiedade, distúrbios do sono e aumento da frequência cardíaca, os quais variam conforme o perfil individual de cada pessoa.
Além dos benefícios relacionados à saúde, a cafeína presente no café age diretamente no sistema nervoso central, promovendo maior estado de alerta, concentração e redução da fadiga. Por isso, o consumo moderado dessa bebida está frequentemente associado à melhora do foco e da produtividade, sobretudo em atividades que requerem atenção contínua. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos (NHANES) indicam que o horário em que o café é consumido também influencia seus efeitos: indivíduos que tomam café pela manhã apresentam uma associação mais forte com a redução do risco de mortalidade em comparação àqueles que o fazem durante o dia ou à noite.
Especialistas recomendam atenção à quantidade e ao momento do consumo, indicando que a ingestão ideal varia entre duas e quatro xícaras diárias. Algumas estratégias para minimizar efeitos negativos incluem evitar o consumo de café em jejum prolongado, reduzir o consumo no período noturno e optar por versões sem açúcar. Além disso, métodos de preparo da bebida influenciam os benefícios: o café coado, por exemplo, tende a apresentar níveis menores de compostos vinculados ao aumento do colesterol. Também são recomendados intervalos periódicos sem cafeína para diminuir a tolerância e a dependência.
Por fim, de acordo com os estudos, ao ser incluído em uma rotina equilibrada, o consumo diário de café pode contribuir para a adoção de hábitos mais ativos e para um melhor desempenho cognitivo. Pesquisas futuras devem investigar com mais profundidade a relação entre cafeína, fatores genéticos e estilo de vida, possibilitando orientações mais personalizadas para o consumo dessa bebida tão apreciada.