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Crédito imobiliário da Caixa retoma condições para a classe média em 2025
30 de janeiro de 2026 / 19:48
Foto: Divulgação

Em novembro de 2024, a Caixa Econômica Federal anunciou restrições no crédito imobiliário destinadas à classe média, justificando a medida pela escassez de recursos no fundo das cadernetas de poupança, que sofreu uma redução superior a R$ 200 bilhões ao longo daquele ano. A nova diretriz diminuiu o limite financiável do imóvel de 80% para 70% quando o sistema de amortização constante (SAC) era aplicado. No caso do sistema pela tabela PRICE, o financiamento passava a cobrir apenas 50% do valor do imóvel.

Essas mudanças aumentaram o valor de entrada que o comprador deveria dar, criando barreiras para a conquista da casa própria por muitos brasileiros. Além disso, o teto de avaliação dos imóveis foi restringido a R$ 1,5 milhão para concessão pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Essa política de contenção ajudou a preservar os recursos das cadernetas de poupança durante o período em que a taxa Selic atingia 15% ao ano.

Contudo, em 10 de outubro de 2025, a Caixa surpreendeu o mercado ao anunciar a reversão dessas restrições. Durante um evento com a presença do presidente Lula, Carlos Vieira, presidente da Caixa, comunicou que os limites anteriores seriam restabelecidos: o financiamento voltou a contemplar 80% do valor de avaliação pelo sistema SAC e 70% pelo sistema PRICE, enquanto o limite máximo do imóvel financiável aumentou para R$ 2,25 milhões. Com essa medida, o valor da entrada foi reduzido para 20% e 30%, respectivamente, sem comprometer a solidez da instituição.

Outra novidade positiva para o mercado foi a fixação da taxa de juros dos financiamentos em 12% ao ano, independente da manutenção da Selic em 15%. As novas condições passaram a valer a partir de 21 de outubro de 2025, ainda que seus efeitos sejam gradativos. O intuito é que essas medidas impulsionem o crescimento da construção civil, gerem mais empregos no setor e dinamizem o mercado imobiliário, evitando aumentos excessivos nos preços.

Vale destacar as diferenças entre os sistemas de amortização: no SAC, as parcelas são maiores no começo do financiamento e diminuem com o tempo, ideal para prazos longos; na tabela PRICE, as prestações são fixas, com juros incluídos, sendo melhor para prazos menores. A mudança da Caixa deve influenciar os bancos privados a ajustarem suas condições, ampliando o crédito imobiliário disponível.

Essas adequações são benéficas para o mercado e para a sociedade, embora haja opiniões que levantem possíveis motivações políticas, considerando o ano eleitoral para a Presidência da República e renovação do Congresso. Independentemente disso, é relevante que a Caixa assuma plenamente seu papel social, facilitando o acesso à casa própria para a classe média brasileira.

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