
O mercado de crédito imobiliário no Brasil está projetado para apresentar um crescimento significativo em 2026, com possibilidade de alcançar um patamar recorde, conforme estimativas de executivos da Caixa Econômica Federal e do Bradesco. A previsão indica uma expansão entre 10% e 15% no setor ao longo do próximo ano, sinalizando um cenário promissor para o segmento.
A Caixa Econômica Federal prevê que 2026 será o ano de melhor desempenho histórico na concessão de financiamentos imobiliários. Esse avanço é atribuído a recentes alterações na política de crédito, como a facilitação para aquisição do segundo imóvel, elevação dos limites de financiamento e retomada das operações no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Além disso, o banco retomou o financiamento para imóveis de maior valor para pessoas físicas e lançou uma linha especial focada em habitação popular, direcionada a imóveis de até R$ 350 mil, financiada com recursos livres para apoiar construtoras.
Por sua vez, o Bradesco projeta um crescimento entre 10% e 15% no crédito imobiliário para 2026, com expectativa de aceleração no decorrer do ano. A avaliação da instituição é que o mercado ganhará ritmo devido à combinação da demanda reprimida e a oferta de condições de juros mais atrativas para decisões de investimento de longo prazo. Mesmo diante desse cenário otimista, os executivos das instituições financeiras ressaltam que o comportamento das taxas de juros permanecerá como um fator crucial para o desempenho do setor, com expectativa de estabilidade no curto prazo.
Atualmente, a carteira de crédito imobiliário no Brasil ultrapassa R$ 1 trilhão, o que representa aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse percentual é considerado baixo em comparação a outras economias, indicando um grande potencial de crescimento para os próximos anos dentro do crédito imobiliário. Diante dessas perspectivas, o setor se mostra preparado para um avanço expressivo e para consolidar um novo recorde em 2026.