João Pessoa 31.13 nublado Recife 31.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nublado Maceió 31.69 nuvens dispersas Salvador 29.98 nublado Fortaleza 31.07 nuvens dispersas São Luís 31.11 chuva leve Teresina 32.84 nuvens dispersas Aracaju 31.97 algumas nuvens
publicidade
Descoberta antiga espécie de anfíbio herbívoro no Piauí e Maranhão
26 de março de 2026 / 14:25
Foto: Divulgação

Uma descoberta científica importante colocou o Nordeste brasileiro em destaque no campo da Paleontologia: a identificação de uma nova espécie de anfíbio herbívoro, o Tanyka amnicola, que viveu há cerca de 280 milhões de anos.

Os fósseis foram encontrados ao longo de mais de uma década — entre 2012 e 2023 — nos municípios de Nazária, Timon e Pastos Bons. Ao todo, nove mandíbulas fossilizadas foram analisadas, todas apresentando características idênticas, o que confirmou que pertenciam a uma única espécie até então desconhecida.

O estudo foi coordenado pelo pesquisador Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), e contou com a colaboração de cientistas de diversos países, como Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul e Reino Unido. Como não havia registros semelhantes no Brasil, os pesquisadores precisaram comparar os fósseis com coleções internacionais, em museus da América do Norte e da Europa, para validar a descoberta.

O processo de identificação foi longo e detalhado. As mandíbulas passaram por uma preparação minuciosa, com limpeza especializada e análises rigorosas, muitas vezes com o apoio de técnicos estrangeiros. Esse cuidado foi essencial para garantir precisão científica, já que a ausência de um esqueleto completo tornava o trabalho ainda mais desafiador.

Entre as características mais marcantes do Tanyka amnicola estão os dentes projetados lateralmente e o formato incomum da mandíbula, indicando uma dieta baseada em folhas e frutas. Esse comportamento é particularmente relevante porque representa um dos primeiros registros de herbivoria entre anfíbios fósseis — algo raro e pouco documentado até então.

Os resultados da pesquisa foram publicados no dia 17 de março na revista científica Proceedings of the Royal Society B, reforçando a relevância internacional da descoberta.

Além de ampliar o conhecimento sobre a evolução dos anfíbios, o estudo evidencia o enorme potencial do Nordeste brasileiro para novas descobertas paleontológicas. A região, ainda pouco explorada em comparação com outros centros mundiais, pode revelar informações valiosas sobre a biodiversidade antiga e os processos evolutivos que moldaram a vida na Terra.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.