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Desembargadora do TRT-BA é indicada para ministra do TST pelo presidente Lula
23 de dezembro de 2025 / 20:02
Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta terça-feira (23), a desembargadora Margareth Rodrigues Costa para ocupar o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Atualmente integrante do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA), a magistrada foi escolhida para preencher a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga.

A indicação segue agora os trâmites constitucionais. Margareth Rodrigues Costa será submetida a uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, onde terá sua trajetória profissional, conhecimento jurídico e posicionamentos avaliados pelos parlamentares. Caso seja aprovada na CCJ, o nome será encaminhado para deliberação do plenário do Senado, etapa final para a confirmação da nomeação.

A desembargadora integra a lista tríplice composta exclusivamente por mulheres, encaminhada ao presidente da República para a escolha da nova ministra. A seleção reforça o compromisso com a ampliação da representatividade feminina na alta magistratura, especialmente em tribunais superiores, historicamente marcados pela predominância masculina.

Natural de Salvador, Margareth Rodrigues Costa construiu uma carreira sólida na Justiça do Trabalho. Ingressou na magistratura em maio de 1990, atuando como juíza do Trabalho em diversas comarcas da Bahia, incluindo Jacobina, Camaçari e a capital baiana. Ao longo dos anos, destacou-se pelo desempenho técnico e pela atuação comprometida com a prestação jurisdicional.

Em 2014, foi promovida ao cargo de desembargadora do TRT da Bahia pelo critério de merecimento, reconhecimento de sua trajetória profissional e contribuição ao Judiciário trabalhista. Entre 2017 e 2019, exerceu a função de diretora da Escola Judicial do TRT-BA, período em que esteve à frente de iniciativas voltadas à formação e ao aperfeiçoamento de magistrados e servidores.

Margareth Rodrigues Costa também possui experiência no Tribunal Superior do Trabalho, tendo atuado ocasionalmente como desembargadora convocada, o que lhe proporcionou vivência direta com a rotina e os julgamentos da Corte superior trabalhista.

A indicação de Margareth para o TST representa não apenas o reconhecimento de sua trajetória jurídica e administrativa, mas também um avanço simbólico na valorização da presença feminina nos espaços de decisão do Judiciário brasileiro. Caso confirmada pelo Senado, ela passará a integrar um dos mais importantes tribunais do país, responsável pela uniformização da jurisprudência trabalhista e pela análise de temas centrais nas relações de trabalho.

Com a nomeação, o governo federal reafirma a aposta em quadros experientes e tecnicamente qualificados, ao mesmo tempo em que fortalece o debate sobre diversidade, equidade e representatividade no sistema de Justiça.

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