
O dólar encerrou o primeiro pregão de 2026 apresentando uma queda significativa de 1,19%, cotado a R$ 5,4238 na venda. A sessão foi marcada por baixa liquidez, reflexo dos feriados e do início do ano, o que contribuiu para um ajuste moderado nos preços.
Pela manhã, por volta das 9h58, a moeda já indicava recuo de 0,97%, evidenciando o comportamento cauteloso dos mercados diante do cenário atual. Analistas apontam que esse movimento está ligado ao otimismo global com ativos de risco, impulsionado principalmente pelos avanços na inteligência artificial e as expectativas de novos cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve em 2026.
Além disso, o real se beneficia do carry trade, provocando maior interesse dos investidores devido ao alto diferencial de juros no Brasil. Em 2025, o dólar acumulou uma queda superior a 11% frente ao real, além de enfraquecer no mercado internacional, fatores que ajudaram o desempenho positivo da moeda brasileira neste início de 2026.
Apesar da recente baixa nos preços do petróleo e do minério de ferro, o minério demonstrou resistência ao longo do ano passado, mantendo-se acima de US$ 100 por tonelada na maior parte do período. Para janeiro, a expectativa do mercado é por uma pausa nos ajustes do Fed e pela manutenção da taxa Selic em 15%, com a perspectiva de cortes dos juros apenas a partir de março.
No mercado acionário, o Ibovespa registrou uma queda de 0,36%, fechando aos 160.538,69 pontos, após oscilar durante o dia entre 161.956,56 e 160.059,14 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 19,47 bilhões, evidenciando a menor participação dos investidores em um pregão tradicionalmente mais tranquilo no início do ano.
O recuo do índice acontece após um desempenho expressivo em 2025, quando o Ibovespa alcançou uma valorização próxima de 34%, o melhor resultado anual dos últimos nove anos, com diversos recordes ao longo do período.