
Nesta terça-feira, o dólar e o Ibovespa encerraram o pregão em alta, refletindo tanto fatores internos quanto o cenário internacional. A moeda norte-americana avançou 0,27%, sendo cotada a R$ 5,2544, enquanto o principal índice da bolsa brasileira subiu 0,35%, alcançando 182.561 pontos.
O principal fator doméstico que influenciou os mercados foi a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária, documento publicado pelo Banco Central do Brasil. A ata detalhou os motivos que levaram à recente decisão sobre a Taxa Selic e trouxe sinais de cautela quanto ao cenário econômico. Segundo o documento, a guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação no Brasil, principalmente por meio da alta nos preços do petróleo, que impacta diretamente os combustíveis e o custo de vida.
Além disso, o Banco Central do Brasil destacou que a economia brasileira apresenta sinais de desaceleração, embora ainda não haja uma definição clara sobre a continuidade do ciclo de cortes na Taxa Selic. Essa incerteza contribui para aumentar a volatilidade no mercado financeiro.
No cenário externo, os preços do petróleo voltaram a subir de forma expressiva, impulsionados pelas incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent Crude Oil, referência global, registrou alta de 4,55%, sendo negociado a US$ 104,49. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 4,79%, fechando a US$ 92,35.
As bolsas norte-americanas, por sua vez, encerraram o dia em queda, refletindo o ambiente de maior aversão ao risco. O Dow Jones Industrial Average recuou 0,18%, o S&P 500 caiu 0,37%, e o Nasdaq Composite teve baixa mais acentuada de 0,84%, pressionado principalmente por ações de tecnologia.
Na Europa, o movimento foi majoritariamente positivo. O índice pan-europeu STOXX Europe 600 avançou 0,46%, enquanto o FTSE 100, de Londres, subiu 0,72%, e o CAC 40, de Paris, registrou alta de 0,23%. Já o DAX, de Frankfurt, apresentou leve recuo de 0,07%.
Nos mercados asiáticos, houve um alívio momentâneo após o anúncio de adiamento de possíveis ataques dos Estados Unidos ao Irã. Ainda assim, a negativa de Teerã sobre negociações mantém o cenário de cautela entre os investidores, evidenciando a fragilidade do ambiente geopolítico global.
Dessa forma, o desempenho do dólar e do Ibovespa refletiu a combinação entre fatores internos — como a sinalização do Comitê de Política Monetária — e externos, especialmente a alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio. O resultado reforça a sensibilidade do mercado brasileiro às oscilações internacionais e às expectativas sobre inflação e juros.