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Dólar sobe a R$ 5,31 e alcança maior patamar desde janeiro de 2026
20 de março de 2026 / 18:48
Foto: Divulgação

O dólar encerrou a última sexta-feira em alta no Brasil, atingindo R$ 5,31 — o maior valor desde janeiro de 2026 — em um movimento influenciado principalmente pelo cenário internacional. O fortalecimento da moeda norte-americana também foi observado no Índice DXY, que subiu 0,36%, refletindo a busca global por segurança em meio a incertezas.

No mercado brasileiro, a moeda avançou 1,79% no dia. Ainda assim, no acumulado da semana, apresentou leve recuo de 0,11%, evidenciando a volatilidade recente do câmbio. Esse comportamento irregular está diretamente ligado ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, que têm elevado a cautela entre investidores.

Em momentos de instabilidade global, é comum que o dólar seja visto como um ativo de proteção. Esse movimento, conhecido como “flight to quality”, leva investidores a retirarem recursos de mercados emergentes e direcioná-los para ativos considerados mais seguros, como a moeda americana e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Além do câmbio, o cenário internacional também impacta o mercado de commodities, especialmente o petróleo. As oscilações nos preços do barril, influenciadas pelas tensões geopolíticas, têm reflexos diretos no Brasil, tanto na inflação quanto no desempenho das empresas do setor energético.

Esse contexto foi sentido no Ibovespa, que registrou queda de 1,87% por volta do meio-dia da sexta-feira, atingindo 176.882 pontos. O recuo foi puxado, em parte, pela desvalorização das ações da Petrobras, que vinham em trajetória de alta devido à valorização do petróleo, mas passaram por correção. As ações preferenciais caíram 2,95%, enquanto as ordinárias recuaram 2,46%.

Apesar de declarações dos Estados Unidos indicando esforços para conter a crise no Oriente Médio, o ambiente segue marcado por incertezas. Esse cenário reforça a sensibilidade dos mercados globais a eventos geopolíticos e demonstra como fatores externos podem impactar diretamente tanto o câmbio quanto a bolsa brasileira.

Dessa forma, a combinação entre tensões internacionais e oscilações nos preços das commodities energéticas continua sendo um dos principais motores da volatilidade nos mercados financeiros, exigindo atenção redobrada de investidores e analistas nos próximos dias.

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