
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um novo conselho voltado à ciência e tecnologia, com ênfase especial no avanço da inteligência artificial (IA). A iniciativa reforça a estratégia do governo de ampliar a liderança norte-americana em áreas consideradas cruciais para o futuro da economia global.
O grupo, denominado President’s Council of Advisors on Science and Technology (PCAST), atuará como órgão consultivo da Casa Branca em temas ligados a tecnologias emergentes. Entre suas principais atribuições está o assessoramento em decisões estratégicas envolvendo inteligência artificial, ativos digitais e os impactos dessas inovações no mercado de trabalho e na competitividade econômica.
A liderança do conselho ficará a cargo de David Sacks, responsável por políticas de IA e criptomoedas, e de Michael Kratsios, conselheiro com experiência na área tecnológica. Ambos terão a missão de coordenar as discussões e formular recomendações para orientar políticas públicas no setor.
O PCAST contará com a participação de importantes nomes da indústria de tecnologia, evidenciando uma aproximação direta entre o governo e o setor privado. Entre os integrantes estão Mark Zuckerberg, CEO da Meta; Larry Ellison, cofundador da Oracle; Jensen Huang, CEO da NVIDIA; Sergey Brin, cofundador da Google; e Michael Dell, fundador da Dell Technologies.
Inicialmente composto por 13 membros, o conselho poderá ser ampliado para até 24 participantes. A presença de executivos de grandes empresas sinaliza uma maior disposição para cooperação entre governo e indústria, especialmente em um momento em que a corrida global por inovação tecnológica se intensifica.
A criação do PCAST segue uma tradição de administrações anteriores, incluindo os governos de George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden, que também instituíram conselhos semelhantes para orientar decisões em ciência e tecnologia. No primeiro mandato de Trump, uma versão do grupo chegou a existir, porém com menor participação de líderes das grandes empresas.
Diferentemente das iniciativas anteriores, que em alguns momentos enfrentaram resistência do setor tecnológico, a nova composição do conselho indica uma relação mais próxima e colaborativa. Essa mudança pode facilitar a formulação de políticas públicas mais alinhadas com as demandas do mercado e acelerar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas, especialmente no campo da inteligência artificial.