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Eleições 2026: Ciro Gomes oficializa pré-candidatura ao governo do Ceará pelo PSDB
16 de maio de 2026 / 16:34
Foto: Divulgação

O cenário político no Ceará ganhou um novo e importante capítulo neste sábado (16). Em evento realizado no Conjunto Ceará, em Fortaleza, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) oficializou sua pré-candidatura ao governo do estado para as eleições de 2026. O anúncio ocorreu no Centro Educacional Evandro Ayres de Moura e reuniu lideranças partidárias e apoiadores.

Durante o seu discurso, Ciro teceu duras críticas à atual gestão estadual e começou a desenhar os contornos de sua chapa majoritária. O pré-candidato revelou o desejo de convidar o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, para a vaga de vice-governador. Para a disputa ao Senado Federal, Ciro apontou o nome do Capitão Wagner, indicando ainda que o Pastor Alcides deve ser o representante do PL na composição.

Costura política e apoio de peso

O evento marcou o retorno estratégico de Ciro Gomes ao debate local, deixando de lado as pretensões nacionais. O ex-senador Tasso Jereissati discursou no ato, parabenizando o aliado pela decisão de abrir mão de uma disputa presidencial para focar exclusivamente na administração do Ceará.

A articulação de oposição também ganhou força por meio de exibições de vídeos de apoio de figuras de destaque, como o deputado federal Mauro Filho e o próprio Capitão Wagner. Apesar do anúncio deste sábado, o nome de Ciro Gomes precisa passar pela chancela oficial da convenção estadual do PSDB, com prazo final de realização previsto para agosto.

Ruptura familiar e embate com o PT

Caso a candidatura seja homologada, Ciro Gomes enfrentará um tabuleiro político complexo e de forte apelo pessoal. Na disputa pelas urnas, ele fará oposição direta ao grupo político governista, que está no poder desde 2006. Essa ala hoje é liderada por dois antigos aliados:

  • O senador e ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT);
  • O senador e ex-governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro.

A antiga aliança entre Ciro Gomes e o Partido dos Trabalhadores (PT) foi formalmente rompida em 2022, após divergências internas na escolha do candidato ao governo. Esse racha familiar e partidário culminou também na perda de espaço histórico do clã Ferreira Gomes, que em 2024 foi derrotado nas eleições municipais de Sobral, berço político da família, após quase 30 anos de domínio.

O retorno às origens tucanas

Ciro Gomes tem um longo histórico no comando do estado, tendo governado o Ceará entre 1990 e 1994, período em que renunciou para assumir o Ministério da Fazenda no governo de Itamar Franco. Ao longo de sua carreira, o político passou por siglas como PMDB, PPS, PSB e PDT, até retornar oficialmente ao PSDB em 2025.

O movimento de retorno ao ninho tucano vem acompanhado por uma reorganização de forças na Assembleia Legislativa do Ceará, onde a bancada de oposição busca se fortalecer para tentar repetir os resultados eleitorais que o partido conquistou no estado na década de 1990.

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