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Encontro de bonecos mirins incentiva novos carregadores no carnaval de Olinda
16 de fevereiro de 2026 / 11:00
Foto: Divulgação

O carnaval de Olinda é marcado por uma das tradições mais emblemáticas da cultura popular pernambucana: os bonecos gigantes e seus carregadores, conhecidos como bonequeiros. Neste domingo (15), um evento especial reuniu crianças e adolescentes apaixonados pela festa, oferecendo a eles a oportunidade de carregar versões mirins dessas alegorias e, assim, dar os primeiros passos na preservação de uma tradição que atravessa gerações.

A participação no bloco exige alguns critérios: os jovens precisam ter, no mínimo, 1,5 metro de altura e idade a partir de dez anos para conduzir os bonecos com segurança pelas ladeiras históricas da cidade. A medida garante que os participantes tenham condições físicas adequadas para sustentar as estruturas, mesmo sendo versões reduzidas dos gigantes tradicionais.

Segundo Josenildo Bezerra, conhecido como Mestre Camarão e responsável pela confecção dos bonecos, o encontro funciona como uma verdadeira escola de formação para futuros carregadores. De acordo com ele, muitos começam ainda pequenos, movidos pela curiosidade e pelo encanto do carnaval, e, à medida que crescem, demonstram cada vez mais interesse em assumir o posto entre os gigantes que desfilam pelas ruas. A iniciativa, que já dura 36 anos, foi criada pela filha do Mestre Camarão e se consolidou como um espaço fundamental de aprendizado e valorização cultural.

Os bonecos mirins são significativamente menores que os tradicionais, pesando entre dois e cinco quilos, o que facilita o manuseio pelas crianças. Apesar do tamanho reduzido, mantêm o mesmo cuidado artístico e riqueza de detalhes. O desfile conta com personagens icônicos da cultura nordestina e brasileira, como Luiz Gonzaga, Ariano Suassuna e Alceu Valença, além da turma do seriado Chaves, que encanta diferentes gerações.

Durante o evento, muitas crianças participaram acompanhadas pelos pais e familiares, reforçando o caráter afetivo e comunitário da celebração. A presença das famílias fortalece a transmissão cultural e estimula o envolvimento das novas gerações com as manifestações populares. João Vitor, de 12 anos, expressou a felicidade de finalmente realizar o sonho de carregar um mini boneco, descrevendo a experiência como emocionante e inesquecível. Seu pai, Fernando, que atua como carregador de bonecos gigantes, compartilhou sua própria vivência no carnaval e incentivou o filho a integrar essa importante tradição.

A organização destaca que mais de uma centena de carregadores de bonecos gigantes que hoje percorrem as ladeiras de Olinda iniciaram sua trajetória justamente no grupo dos bonecos mirins. O dado evidencia o papel essencial do projeto na preservação e continuidade dessa manifestação cultural, garantindo que o encanto dos bonecos gigantes permaneça vivo no carnaval olindense por muitas gerações.

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