
Entidades representativas da construção civil e do mercado imobiliário confirmaram apoio a uma paralisação geral das atividades do setor em João Pessoa, programada para a próxima quarta-feira, 14. O movimento conta com o respaldo de importantes instituições, incluindo Sinduscon/JP, CBIC, FIEPB, Sinduscon/PB, CRECI/PB, Sindimóveis/PB, Secovi/PB, ACPB e APCC/PB. Essas entidades ressaltam que a construção civil é um dos principais motores econômicos da capital paraibana, responsável por milhares de empregos diretos e indiretos, além de grande geração de renda na região.
A paralisação surge como resposta aos impactos causados pela anulação retroativa da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). Segundo os representantes do setor, essa decisão colocou diversas empresas em situação de ilegalidade, inviabilizando o cumprimento de contratos firmados com instituições financeiras, compradores, fornecedores e trabalhadores, afetando toda a cadeia produtiva da construção e do mercado imobiliário em João Pessoa.
As entidades classificam o movimento como uma mobilização sem precedentes na história da Paraíba, ressaltando o elevado grau de insatisfação do setor frente a esse cenário de insegurança jurídica. Além disso, destacam os riscos econômicos e sociais decorrentes da medida, que já acumula diversos prejuízos para o segmento. Em comunicado oficial, os representantes pedem a revisão do posicionamento do Tribunal de Justiça da Paraíba e solicitam a compreensão institucional do Ministério Público da Paraíba, reforçando a urgência de encontrar uma solução para conter os impactos negativos causados.
Essa mobilização demonstra a força e a união das entidades que compõem o setor da construção civil e do mercado imobiliário em João Pessoa, buscando garantir a estabilidade e o desenvolvimento econômico da capital paraibana. A paralisação é um alerta à necessidade de diálogo e de medidas que promovam segurança jurídica para o segmento, fundamental para o crescimento sustentável da cidade.