
A partir de janeiro de 2026, uma nova legislação vai permitir que milhões de trabalhadores do Nordeste fiquem com mais dinheiro no bolso. A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês promete movimentar a economia regional.
Segundo um estudo da Sudene, essa iniciativa vai injetar R$ 1,7 bilhão por ano na economia dos nove estados nordestinos. Isso equivale a um acréscimo mensal de R$ 126,7 milhões para as famílias da região, que poderão utilizar esse valor para consumir mais no comércio local e investir em melhorias em suas residências.
Como funciona a nova regra?
De acordo com a lei sancionada pelo presidente Lula, quem recebe até R$ 5 mil por mês estará totalmente isento do pagamento do Imposto de Renda. Para os que ganham entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá um desconto progressivo no valor do imposto, pagando menos do que era cobrado anteriormente.
Essa alteração beneficiará 15 milhões de contribuintes em todo o país, aumentando a renda disponível, ou seja, o dinheiro que sobra para as famílias decidirem seus gastos ao final do mês.
Efeito multiplicador na economia
O economista Miguel Vieira, da Sudene, explica que o dinheiro da isenção do Imposto de Renda será gasto em itens variados, desde alimentos até roupas, calçados e eletrodomésticos. Isso gera um efeito multiplicador, estimulando o comércio local e serviços, como eletricistas e lojas de móveis, fazendo a economia girar mais vigorosamente e podendo incentivar a criação de empregos.
Distribuição dos recursos entre os estados
Embora todos os estados do Nordeste sintam os efeitos positivos, alguns receberão um volume maior de recursos mensalmente. A Bahia terá o maior impacto, com R$ 40 milhões mensais, representando 31,47% do total regional. Em seguida vêm Pernambuco, com R$ 27 milhões (21,06%), e Ceará, com R$ 20 milhões (16,02%). Os demais estados também receberão valores relevantes, totalizando R$ 126,7 milhões por mês para toda a região.
Benefícios sociais e econômicos
Para Francisco Alexandre, superintendente da Sudene, a ampliação da isenção vai além de um simples desconto no imposto. Ela cria condições para que mais trabalhadores movimentem o comércio, estimulem a produção local e fortaleçam a economia regional.
Assim, o poder de compra das famílias se mostra como um motor essencial para o desenvolvimento. Em um ano, o estímulo econômico gerado pela isenção do Imposto de Renda para os nordestinos pode chegar a R$ 2 bilhões, aumentando o fôlego tanto para os trabalhadores quanto para os negócios da região.
Resumidamente, 2026 trará um impulso financeiro que vai beneficiar diretamente os trabalhadores do Nordeste e o comércio local, contribuindo para a construção de uma economia mais forte e distribuída por toda a região.