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Estudante de 14 anos cria bomba eólica com material reciclável para levar água
25 de janeiro de 2026 / 19:16
Foto: Divulgação

Aos 14 anos, o estudante Lucas Figueiredo, do Recife, vem se destacando no cenário nacional e internacional ao desenvolver uma bomba d’água movida a energia eólica, construída com materiais recicláveis e pensada para atender famílias que sofrem com a escassez de água em regiões atingidas pela seca. O projeto, que começou como um simples trabalho escolar, ganhou dimensão científica, social e tecnológica, rendendo ao jovem premiações internacionais de alto prestígio e colocando o Brasil em evidência no campo da inovação sustentável.

Aluno do ensino fundamental do Colégio Santa Maria, na Zona Sul do Recife, Lucas iniciou a criação da bomba em 2022, quando cursava o 6º ano. O desafio proposto pela escola era desenvolver um projeto com impacto social concreto. Inspirado pelo filme “O Menino Que Descobriu o Vento”, que retrata a construção de uma turbina eólica artesanal para enfrentar a fome em uma comunidade africana, Lucas decidiu buscar uma solução simples, acessível e sustentável para um problema recorrente no Nordeste brasileiro: a dificuldade de acesso à água em períodos de estiagem.

O resultado foi um sistema de bombeamento de água que dispensa energia elétrica, funcionando exclusivamente com a força do vento. O protótipo utiliza uma hélice eólica, que capta a energia cinética do vento e a converte em energia mecânica. Essa força aciona um compressor, responsável por gerar ar comprimido, que é direcionado para uma bomba submersa conectada a uma válvula mecânica. O funcionamento da válvula, ao abrir e fechar, permite que a pressão do ar empurre a água até a superfície, viabilizando o bombeamento de forma contínua e eficiente, mesmo em locais sem acesso à rede elétrica.

Ao longo dos últimos anos, o projeto passou por diversos aprimoramentos técnicos, deixando de ser apenas um experimento escolar e se tornando uma solução com potencial real de aplicação em comunidades rurais. Lucas realizou pesquisas teóricas, testes práticos e experimentações em campo, inclusive com pequenos agricultores da cidade de Bom Jardim, no Agreste pernambucano, onde a bomba foi avaliada em condições reais de uso.

O avanço do projeto contou com a mentoria da professora Isabel Luz Guaraná, que acompanhou o desenvolvimento desde as primeiras versões, e mais recentemente do professor Eduardo Loureiro, da Escola Politécnica de Pernambuco (Poli/UPE), especialista em mecânica dos fluidos. Com esse suporte técnico, Lucas e sua equipe trabalham agora na construção de um novo protótipo totalmente autoral, com peças desenvolvidas especificamente para aumentar a eficiência do sistema e reduzir ainda mais os custos de produção. Estão sendo redesenhados componentes como a hélice, o compressor e a válvula, com foco em durabilidade, simplicidade e baixo custo.

O reconhecimento veio em escala global. Lucas conquistou a medalha de ouro na International Greenwich Olympiad, realizada em Londres, uma das mais importantes competições estudantis de ciência e inovação do mundo. Além disso, garantiu vaga na Milset Expo-Sciences International, que acontecerá em Abu Dhabi, reunindo jovens cientistas de diversos países para a apresentação de projetos com impacto social, tecnológico e ambiental.

Mais do que prêmios, o objetivo do estudante é que a bomba eólica chegue efetivamente às comunidades que mais precisam, começando por Bom Jardim. A proposta é oferecer uma alternativa viável para o abastecimento de água em regiões vulneráveis, utilizando energia limpa, renovável e de baixo custo, contribuindo tanto para a segurança hídrica quanto para a sustentabilidade ambiental.

A trajetória de Lucas Figueiredo evidencia o papel transformador da educação científica, mostrando como o incentivo à criatividade, aliado ao acompanhamento técnico adequado, pode gerar soluções reais para problemas históricos do país. Seu projeto reforça que inovação não depende apenas de grandes laboratórios ou investimentos milionários, mas também de sensibilidade social, conhecimento aplicado e compromisso com o bem coletivo.

Com apenas 14 anos, Lucas já se consolida como um exemplo de como a juventude brasileira pode atuar na construção de um futuro mais sustentável, usando ciência, tecnologia e empatia para transformar realidades e inspirar novas gerações. Se quiser, posso adaptar o texto para release institucional, reportagem para revista, roteiro de vídeo ou material educacional.

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