
Maria Clara Dutra, uma jovem de 19 anos, estudante de escola pública no interior da Bahia, despertou o sonho de estudar fora do Brasil após assistir a um vídeo sobre o processo de admissão em universidades norte-americanas. O que inicialmente parecia uma possibilidade distante na cidade de Itarantim tornou-se realidade. Formada pelo Colégio Estadual de Tempo Integral Adinália Pereira de Araújo, ela concluiu o ensino médio em 2023 e, em 2025, foi aprovada em sete universidades nos Estados Unidos, além de ter obtido vagas em instituições brasileiras renomadas, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A trajetória de Maria Clara para o ingresso em universidades norte-americanas foi marcada por anos de preparação desde o ensino fundamental. Com apoio da família e da escola, ela dedicou-se intensamente aos estudos e à pesquisa sobre o processo seletivo estrangeiro. Para conquistar as aprovações, precisou realizar o SAT, prova que equivale ao vestibular americano, além do TOEFL, exame de proficiência em inglês, e apresentar cartas de recomendação e atividades extracurriculares que destacassem sua trajetória. A candidata ainda teve que escrever redações pessoais e selecionar documentos financeiros.
Ao longo do processo, Maria Clara candidatou-se a cursos variados, obtendo aceitação em programas de Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica e Matemática, mas escolheu cursar Engenharia de Computação na Augustana University, Dakota do Sul. A decisão levou em consideração o destaque do curso, o ambiente tranquilo do estado, os valores religiosos da universidade, em alinhamento com sua fé católica, e uma bolsa integral que cobre a anuidade.
O apoio do diretor Amisson Nunes e dos professores do colégio foi fundamental. Eles auxiliaram nas inscrições em olimpíadas, na preparação das cartas de recomendação e no empréstimo de equipamentos para provas. Maria Clara também conquistou medalhas em olimpíadas como a Brasileira de Astronomia e Astronáutica e a Canguru de Matemática, reforçando seu currículo.
Mesmo tendo sido aprovada em universidades brasileiras, a estudante optou por se dedicar integralmente aos processos internacionais, demonstrando como a determinação e o suporte correto podem transformar sonhos antes distantes em conquistas reais.