
Hélio Neto, estudante de engenharia civil no Norte do Piauí, chamou atenção ao levar um botijão de gás para sua cerimônia de formatura, símbolo do esforço que enfrentou para concluir o curso. Para custear as mensalidades, ele não apenas vendeu gás de cozinha, mas também trabalhou com reciclagem e comercializou adubo para plantas. Essa combinação de trabalhos foi essencial para que ele mantivesse os estudos e superasse os desafios financeiros durante a graduação.
Residente na cidade de Brasileira, Hélio enfrentava diariamente longos deslocamentos para assistir às aulas presenciais em Piripiri, viajando de ônibus e caminhando após as aulas. Para sustentar seus estudos, ele acordava cedo para atender os clientes e realizar entregas de gás durante a semana, contando com a ajuda de um tio. Além do gás, ele viajava para outras cidades em busca de materiais recicláveis e outros produtos para complementar sua renda.
Segundo o próprio estudante, o gás foi a principal fonte de sustento para os estudos, sendo a chave que possibilitou o crescimento de outros negócios paralelos. O jovem relatou que, apesar das dificuldades e do cansaço proveniente do trabalho sob o sol, sua determinação em não faltar às aulas o ajudou a vencer os obstáculos e a se formar. “Eu acreditava nos meus estudos e sabia que era capaz”, afirmou.
Hélio planeja continuar com o negócio de venda de gás e adquirir um veículo para facilitar o transporte dos botijões, ampliando sua atuação no mercado. Sua história, marcada pela luta constante entre trabalho e estudo, inspira jovens que enfrentam desafios semelhantes para alcançar seus objetivos acadêmicos. A atitude de levar o botijão para a formatura foi uma forma simbólica de homenagear todo o esforço que o acompanhou durante a graduação e celebrar a conquista da engenharia civil.
Dessa forma, o estudante que vendeu gás para pagar faculdade demonstra que, com dedicação e perseverança, é possível superar adversidades e alcançar sonhos importantes, mesmo diante das maiores dificuldades.