
As exportações de petróleo do Brasil alcançaram em março o segundo maior volume já registrado na série histórica, impulsionadas pelo aumento significativo da demanda da China. No período, o país asiático importou aproximadamente 1,6 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo brasileiro, o que equivale a cerca de 67% de todas as vendas externas brasileiras do produto neste mês, superando o recorde anterior de maio de 2020.
Este crescimento ocorre num contexto de reorganização do mercado internacional de energia, marcado por tensões no Oriente Médio e impactos significativos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Com a diminuição da oferta em rotas tradicionais, países asiáticos têm ampliado a busca por fornecedores alternativos, elevando a participação do petróleo brasileiro nesses mercados. Além da China, a Índia é o segundo maior importador do petróleo brasileiro, seguida pela Espanha e Estados Unidos.
No total, as exportações brasileiras de petróleo chegaram a cerca de 2,5 milhões de barris por dia em março, representando um aumento de 12,4% em comparação com fevereiro. Apesar desse avanço, esse número fica atrás apenas do registrado em março de 2023, que detém o maior volume histórico.
Quanto às perspectivas futuras, a possível normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, após sinais de redução nas tensões geopolíticas regionais, pode afetar a demanda pelo petróleo brasileiro nos próximos meses. Contudo, as incertezas persistentes no cenário internacional mantêm a expectativa de um volume elevado nas exportações, especialmente para mercados asiáticos.
Por outro lado, enquanto as exportações de petróleo crescem, as importações brasileiras de diesel apresentaram queda significativa. Em março, o volume importado atingiu cerca de 1,05 bilhão de litros, o que corresponde a uma redução de 25% em relação a fevereiro. Esta queda foi influenciada principalmente pela menor participação dos Estados Unidos nas vendas ao Brasil, enquanto países como a Rússia aumentaram sua presença no mercado brasileiro. Esses movimentos revelam mudanças importantes na dinâmica das trocas comerciais de combustíveis do país.