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Exposição sobre memória de pessoas pretas e indígenas estreia em São Luís
25 de março de 2026 / 15:52
Foto: Divulgação

A exposição “Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA”, integrante do projeto artístico Direito à Memória, estreia nesta quarta-feira (25) em São Luís, trazendo ao público uma reflexão profunda sobre memória, identidade e reparação histórica. A mostra será realizada no Chão SLZ, espaço cultural situado no Centro Histórico da capital maranhense.

A proposta da exposição é revisitar registros produzidos durante a Expedição Thayer, marcada por práticas racistas e desumanizadoras na forma como pessoas pretas e indígenas foram fotografadas. A partir dessas imagens, a mostra busca resgatar histórias silenciadas e promover uma releitura crítica desses registros, valorizando as identidades e a dignidade dos indivíduos retratados.

Idealizada pela artista manauara Keila Sankofa, a exposição nasce de um questionamento sobre a forma como a imagem dessas populações foi historicamente manipulada, contribuindo para a construção de narrativas distorcidas e excludentes. Por meio da arte, o trabalho propõe a “transmutação da imagem”, um processo criativo que reconstrói simbolicamente essas figuras, apresentando-as como sujeitos livres e protagonistas de suas próprias histórias.

Contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2024, a iniciativa conta com apoio do Governo do Estado do Amazonas, por meio do Conselho Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Governo Federal do Brasil. O projeto reforça a importância de políticas públicas voltadas ao fomento cultural e à preservação da memória coletiva.

Antes de chegar ao Maranhão, a exposição já passou por importantes espaços culturais de Manaus, como o Largo de São Sebastião e o Museu da Amazônia (MUSA), sendo esta sua primeira apresentação fora do Amazonas.

A programação inclui, além da abertura oficial às 19h, atividades complementares como a mesa de debate “Chão e Direito à Memória”, prevista para o dia seguinte, e um minicurso sobre arquivos coloniais e reparação histórica, que acontecerá nos dias 2 e 3 de abril. Todas as ações são gratuitas e abertas ao público, ampliando o acesso à arte e ao conhecimento.

Criado em 2019, o projeto “Direito à Memória” tem como objetivo enfrentar o apagamento histórico das populações negras e indígenas na Amazônia, utilizando a arte e a pesquisa como ferramentas de transformação social. A exposição se apresenta, assim, como uma escrita poética que busca humanizar essas memórias, promovendo novas formas de ver, compreender e contar a história.

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