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Família busca voo de UTI aérea para trazer jovem cientista ao Brasil
27 de fevereiro de 2026 / 21:20
Foto: Divulgação

O jovem cientista Rafael Félix enfrenta uma batalha intensa desde que sofreu um AVC nas Filipinas, enquanto se preparava para retornar ao Brasil. Natural do Ceará, Rafael viajou para as Filipinas em 2023 para conhecer pessoalmente uma mulher com quem mantinha um relacionamento virtual há seis anos. Em 2024, eles oficializaram a união em casamento e planejavam voltar juntos para Fortaleza em outubro de 2025. Porém, em julho do ano passado, um AVC mudou drasticamente seus planos.

O quadro de saúde de Rafael tornou-se crítico e, segundo relatos da família, ele não conseguiu atendimento pelo sistema público de saúde nas Filipinas, que prioriza cidadãos locais. Desde então, sua família tem arcado com as despesas médicas, mantendo-o em internação domiciliar na casa onde ele mora com a esposa. O pai de Rafael também se deslocou para as Filipinas para acompanhar de perto o tratamento e buscar formas de trazê-lo de volta ao Brasil, onde o acesso a tratamentos especializados seria mais viável.

No entanto, os custos para uma repatriação segura são extremamente altos. A família vem tentando arrecadar fundos para um voo de UTI aérea avaliado em R$ 1,9 milhão, equivalente a mais de 375 mil dólares. Rafael apresenta um AVC isquêmico grave que comprometeu a parte motora do corpo, e embora suas funções vitais estejam estáveis e ele tenha autorização para voltar, não pode encarar um voo comercial devido à complexidade do seu estado. A viagem terá duração aproximada de 40 horas e exige uma UTI móvel para garantir suporte contínuo.

Enquanto isso, o tratamento e a estadia do jovem nas Filipinas são sustentados por doações de amigos, familiares e solidariedade de terceiros. Mensalmente, o custo da internação domiciliar gira em torno de R$ 26 mil. A família disponibilizou uma plataforma chamada Volta Rafael, onde pessoas interessadas podem obter informações sobre o orçamento e contribuir financeiramente para o custeio do retorno e da recuperação.

O pai de Rafael também mencionou que, apesar das tentativas, o consulado brasileiro não oferece suporte financeiro para repatriar pacientes em tratamento, com a Embaixada do Brasil em Manila declarando que não há base legal para arcar com esses custos. Assim, a família segue empenhada em mobilizar ajuda para garantir que Rafael possa retornar ao Brasil com o tratamento adequado, contando com a solidariedade de toda a comunidade.

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