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Família em Parnamirim adota bebê com síndrome de Down e cardiopatia
22 de março de 2026 / 11:36
Foto: Divulgação

Uma família de Parnamirim, na Grande Natal, adotou Arthur, um bebê de 8 meses com síndrome de Down e cardiopatia, que passou os primeiros meses de vida internado em uma UTI neonatal da capital potiguar. Arthur esperava por um lar e agora faz parte de uma nova família, que também inclui um irmão mais velho. Desde a gravidez, a mãe biológica já havia manifestado o desejo de colocar o bebê para adoção, mas o processo não foi rápido, e mesmo estando no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e aberto para adoção internacional, não houve candidatos interessados.

A sorte de Arthur mudou graças a um projeto do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em parceria com a Vara da Infância e Juventude de Parnamirim, que agiliza os processos de adoção. Para o técnico em radiologia Gullyver Garção e a pedagoga Maria Helena Garção, foi um encontro que transformou suas vidas. Quando souberam de Arthur através do projeto, não pensaram duas vezes em adotá-lo. Gullyver afirma que ser pai é uma realização e que agora a família deles está completa.

O tempo que Arthur passou na UTI neonatal também fortaleceu o vínculo com a equipe médica, que até hoje mantém contato e oferece apoio à família. Após um acompanhamento prioritário pelo MPRN, o casal recebeu a guarda provisória em setembro do ano passado, e recentemente, dois dias após Arthur completar 8 meses, a guarda definitiva foi assinada. A promotora de justiça Gerliana Rocha que acompanhou o caso destaca o amor envolvido nesse processo e o desejo do casal em formar uma família através da adoção.

Em casa, Arthur é estimulado para seu desenvolvimento e conta com o apoio do irmão Heitor, de 8 anos, também adotado pela família ainda bebê. Heitor, agora irmão mais velho, demonstra alegria pela nova responsabilidade e considera Arthur um amigo que mora com ele. Maria Helena, mãe de Arthur, ressalta que trabalha para proporcionar o desenvolvimento e a independência do filho, apesar dos desafios da rotina, que inclui diversas visitas médicas durante a semana. Ela enxerga o processo como um propósito de vida, que, apesar do cansaço, tem dado muito certo para a família.

Esta história reflete a importância da adoção e acolhimento de crianças com necessidades especiais, mostrando como o amor e dedicação podem transformar vidas e oferecer um futuro promissor para bebês como Arthur.

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