
No Carnaval do Bairro do Recife, fantasias improvisadas atraíram a atenção de muitos foliões no último domingo (15). Entre elas, destaca-se a do arquiteto Luiz Martins, que se transformou em Moisés com uma roupa de árabe emprestada pelo pai, uma barba reaproveitada da fantasia de Papai Noel e, surpreendentemente, um cajado encontrado na rua poucas horas antes do evento. Luiz contou que a mistura de elementos gerou confusão entre os espectadores, que chegaram a confundi-lo com Papai Noel ou Noé, antes de reconhecerem o profeta Moisés. “No final do ano passado, eu estava fantasiado de Papai Noel para a família, e aproveitei parte dessa fantasia junto com a roupa do meu pai para montar o visual de Moisés. O cajado foi improvisado, peguei no meio da rua mesmo, até tinha uma sandália perto que quase usei”, relatou o arquiteto com bom humor.
Outra fantasia que roubou a cena foi a do artesão aposentado Pedro Alexandre. Ele usou sua criatividade para unir um ventilador que funciona sem energia elétrica — operado apenas pelo vento — a um chapéu, criando uma fantasia única e divertida. Segundo Pedro, várias pessoas tentaram descobrir onde ficava a bateria ou o fio do aparelho, mas ele garante não haver nenhum truque. “É só o vento. Uma parte atrás do ventilador capta o vento e faz ele girar. Não tem nada ligado, é só para se divertir mesmo”, explicou o artesão, que mantém essa tradição há cerca de três anos. A criatividade e a originalidade das fantasias improvisadas revelaram um lado descontraído e inventivo dos foliões no carnaval do Recife, destacando o espírito festivo e a capacidade de diversão com poucos recursos materiais.
Essas histórias demonstram como a imaginação e o improviso fazem parte da cultura carnavalesca, onde o desejo de celebrar e se divertir supera as limitações. As fantasias improvisadas no carnaval do Recife são prova disso e encantaram o público presente, promovendo sorrisos e momentos inesquecíveis durante a festa popular.