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Fechamento de plataformas de petróleo em Sergipe envolve US$ 2,5 bilhões
25 de fevereiro de 2026 / 08:32
Foto: Divulgação

Até 2035, as 26 plataformas de petróleo instaladas no litoral de Sergipe deverão ser totalmente desmontadas, conforme planejamento anunciado pela Petrobras. O processo de descomissionamento dessas estruturas em águas rasas representa um investimento estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões e mobiliza, diariamente, aproximadamente 430 profissionais de diferentes áreas, incluindo engenharia, logística, segurança, meio ambiente e operações marítimas.

A decisão de suspender a produção em águas rasas na região foi tomada em 2021, quando a estatal avaliou que a continuidade das atividades já não era estrategicamente viável. A partir daí, teve início um amplo planejamento para o encerramento das operações e a retirada gradual das estruturas, seguindo padrões internacionais rigorosos de segurança e responsabilidade ambiental.

Segundo o gerente de descomissionamento da Petrobras, Harlen Dantas, a execução das atividades exige alto nível de integração entre as diversas frentes de trabalho. A logística é um dos principais desafios, pois envolve transporte marítimo, destinação adequada de equipamentos, contratação de empresas especializadas e sincronização de equipes técnicas. O objetivo é garantir que todos os recursos humanos e materiais estejam disponíveis no momento exato de cada etapa, evitando riscos e atrasos.

Das 26 plataformas, apenas uma ainda dispõe de infraestrutura capaz de abrigar profissionais por vários dias consecutivos. As demais passam por processos que incluem limpeza, retirada de equipamentos, tamponamento de poços e desmantelamento das estruturas metálicas, que posteriormente são destinadas à reciclagem ou descarte ambientalmente adequado. Cada fase segue normas internacionais voltadas à proteção dos trabalhadores e do meio ambiente marinho.

Sergipe possui papel histórico na exploração offshore brasileira. Foi o primeiro estado do país a receber uma plataforma marítima de exploração de petróleo, em 1970. Durante cerca de cinco décadas, a produção em águas rasas contribuiu significativamente para a economia local e nacional, alcançando seu pico em 1977, quando superou 52 mil barris diários.

Com o avanço tecnológico e a mudança de estratégia da Petrobras, o foco agora se volta para projetos em águas profundas e ultraprofundas, considerados mais competitivos e com maior potencial produtivo. A transição marca o encerramento de um ciclo importante na história energética sergipana e abre caminho para um novo capítulo, que promete redefinir o papel do estado no cenário petrolífero brasileiro.

O descomissionamento, além de encerrar operações antigas, também movimenta a economia por meio da geração de empregos especializados e da contratação de serviços técnicos. Assim, mesmo representando o fim de uma era na exploração em águas rasas, o processo também simboliza uma fase de modernização e reestruturação estratégica da indústria de petróleo em Sergipe.

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