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FGC estima credores do Banco Pleno com valores a receber de R$ 4,9 bilhões
18 de fevereiro de 2026 / 19:49
Foto: Divulgação

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quarta-feira (18) que aproximadamente 160 mil credores do Banco Pleno possuem depósitos elegíveis à garantia, totalizando cerca de R$ 4,9 bilhões em valores protegidos. Essa estimativa é resultado do processo de liquidação extrajudicial decretado pelo Banco Central do Brasil, que também engloba a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. A medida foi tomada em razão da incapacidade da instituição de continuar operando normalmente.

Com o início da liquidação extrajudicial, um liquidante foi designado para gerir o processo, o que inclui encerrar as atividades, vender os ativos e realizar os pagamentos aos credores segundo a ordem legal estabelecida. Após esse procedimento, o Banco Pleno foi oficialmente desligado do Sistema Financeiro Nacional. Anteriormente, a instituição integrava o grupo do Banco Master, mas foi vendida no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Conforme o FGC, o Banco Pleno não faz mais parte do conglomerado Master.

O FGC esclareceu que o liquidante deverá apurar os valores elegíveis à garantia, sempre respeitando o limite máximo de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme as normas vigentes. O pagamento aos credores iniciará assim que o levantamento dos dados for concluído e disponibilizado. Para facilitar este processo, o FGC recomenda que os credores utilizem o aplicativo oficial disponível na Apple Store e Google Play para realizar o cadastro básico. Posteriormente, ao receber a lista oficial de credores, será possível solicitar a garantia indicando uma conta de mesma titularidade para o depósito dos valores.

A decisão de liquidação decorre do agravamento da situação econômico-financeira pela qual o Banco Pleno passou, caracterizada por uma deterioração significativa da liquidez e dificuldades no cumprimento das obrigações diárias, além do descumprimento de normas e determinações da autoridade reguladora, conforme explicou o Banco Central. O BC afirmou que continuará investigando responsabilidades e poderá aplicar sanções administrativas, além de encaminhar informações para outras autoridades competentes. Além disso, com a liquidação, os bens dos controladores e administradores foram tornados indisponíveis.

Dados do Banco Central indicam que até setembro do ano passado, o Banco Pleno concentrava cerca de 0,04% dos ativos do sistema financeiro nacional, totalizando aproximadamente R$ 7,2 bilhões dentro de um montante de R$ 18,07 trilhões. As informações completas sobre a garantia ordinária estão disponíveis no site do FGC para orientação dos credores. A importância de seguir os procedimentos estabelecidos reforça o compromisso de garantir os direitos dos depositantes durante a crise da instituição.

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